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A falcatrua cubana com os dados de mortos por Covid

05.08.22 15:59

Cuba não tem uma medicina de excelência. O que a ilha comunista tem é uma incrível aptidão para falsificar dados de saúde.

Segundo as informações oficiais, 8.529 cubanos morreram de Covid até agora. O último registro de óbito na ditadura de Miguel Díaz-Canel (foto) foi no dia 11 de maio.

Mas só acredita quem quiser. Segundo a revista Economist, que criou um modelo matemático para calcular o número real de vítimas da Covid, a conta de mortos pode chegar a 62 mil. “Esse aumento de 600% em relação ao dado oficial provavelmente é o resultado de testes inadequados e outros problemas. Também é possível que os oficiais reportem um número menor de mortes“, escreve a revista em reportagem do dia 3.

Para a Economist, Cuba teve 550 mortos para cada 100 mil habitantes. Isso coloca a ilha entre os 20 piores países do mundo. A média das Américas é de 368 mortes para cada 100 mil.

Há um ano, a ONG Defensores dos Prisioneiros Cubanos já tinha apontado uma incoerência nos dados oficiais entre 12 e 18 de agosto de 2021, que mostravam um total de 44 mil casos ativos, com 61 mil novos casos descobertos nos últimos dias. Para fechar a conta, seria necessário que 17 mil casos identificados na última semana tivessem sido curados até a data da publicação das estatísticas. Isso quando, em todos os outros países, os casos dos últimos sete dias são menores que o número total. É isso, aliás, o que manda a lógica.

Para lidar com a pandemia, a ditadura cubana inicialmente se recusou a receber vacinas do consórcio Covax Facility, ligado à ONU. O governo preferiu usar vacinas desenvolvidas localmente, sem eficácia comprovada. Foi só em agosto do ano passado que o país começou a aplicar doses chinesas na população. Para tratar os casos diagnosticados, os médicos davam cloroquina e interferon, dois remédios sem suporte científico. Não é o que se pode chamar de um tratamento modelo.

A falsificação de dados já tem um longo histórico na ilha. Para conseguir uma baixa taxa de mortalidade infantil, de 4 óbitos para cada mil nascimentos (15 para mil no Brasil), os médicos cubanos realizam abortos quando surge qualquer anomalia na gravidez ou risco de malformação do feto. Nada é mais importante que evitar que o bebê não sobreviva no primeiro ano de vida e entre para as estatísticas. Há inúmeros casos de bebês que não resistiram nos primeiros dias, mas que acabaram sendo registrados como se não tivessem nascido, como abortos.

A medicina cubana só é considerada de excelência por quem não vive na ilha e acredita nos seus dados manipulados. Para quem está lá dentro, os números oficiais nunca valeram nada.

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  1. Aí está o exemplo para todos que valorizam ditadores corruptos seguidores do esquerdismo mundial, e Cuba para o Luladrão e seu mentor Zé Dirceu, sempre foi e sempre será o maior exemplo de democracia do mundo. Então fiquem à vontade e escolham a democracia do Luladrão, Zé Dirceu e Cuba dos Castros, e sejam felizes de preferência se mudando pra Cuba junto com eles, porque no Brasil dos brasileiros jamais eles e nem os seus seguidores verão uma CUBRASIL, o povo brasileiro jamais permitirá isto.

  2. Aqui no Brasil as mortes por covid foram super faturadas, tanto que ninguém mais morria de outras doenças, só dava covid, tudo para tentar ferrar com o PR. ... NÃO CONSEGUIRAM!

  3. Quando eu era mais jovem ouvia falar que a medicina cubana era a mais avançada do mundo. Essas crendices de esquerda era martelada na minha cabeça sempre e como não conseguia uma fonte confiável só me restavam as dúvidas. Há algum tempo acordei e descobri que tudo não passava de um embuste alimentada pelos seguidores do "sapo Barbudo". Pobre Cuba!

  4. Cuba lutou pela revolução socialista e se enrolou nas falsidades de um regime corrompido e autoritário. O fracasso socioeconômico e o isolamento diplomático só interessam aos privilegiados comandantes e aos seus. O povo, paga a conta.

  5. Com o Brasil caso o Luladrão fosse eleito, aconteceria assim também. Ainda existem muitos seguidores da seita que desejam viver num Brasil assim, minipulado e governado pela alma vivente mais honesta do País. Livrai-me Padin Padre Cíço.

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