Leonardo Sá Agência Senado

BC eleva taxa Selic para 9,25% ao ano, maior patamar em mais de quatro anos

08.12.21 18:59

O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu nesta quarta-feira, 8, elevar a taxa básica de juros de 7,75% para 9,25% ao ano, no sétimo aumento consecutivo. Com o ajuste, a Selic chegou ao maior patamar em pouco mais de quatro anos.

Ao explicar a decisão, o colegiado afirmou que, no cenário externo, o ambiente se tornou menos favorável. “A possibilidade de nova onda da Covid-19 durante o inverno e a identificação da variante Ômicron adicionam incerteza quanto ao ritmo de recuperação nas economias centrais“, pontuou.

O Copom frisou que, diante do cenário, a renovação de políticas fiscais de resposta à pandemia podem piorar a trajetória fiscal do Brasil e ampliar risco da economia. O colegiado acrescentou que indicadores da recuperação mostram uma evolução “moderadamente abaixo da esperada“.

A inflação ao consumidor continua elevada. A alta dos preços foi acima da esperada, tanto nos componentes mais voláteis como também nos itens associados à inflação subjacente“.

Além disso, o Copom adiantou que, na próxima reunião, prevista para o mês que vem, pretende realizar um ajuste “da mesma magnitude“.Os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária“, completou.

A taxa Selic é um instrumento de controle usado pelo BC. Funciona da seguinte forma: se a inflação está alta ou há indicação de que ficará acima da meta, o Copom eleva a Selic. Assim, sobem os juros cobrados pelos bancos, com o encarecimento do crédito e o freio no consumo. Há redução do dinheiro em circulação e, logo, a inflação tende a cair. Contudo, quando as estimativas para a inflação estão alinhadas à meta, é possível reduzir os juros, estimulando a produção e o consumo.

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  1. A “vantagem” (e percebam a ironia) do retorno do modelo-agiota levado a cabo pelo pupilo do Bacamarte, durante o curto e nefasto período de sua “Era Levyana” ao catapultar os juros até os píncaros da glória banqueirística, é o acelerômetro que tal movimento provoca na vontade política de aquiescer ao impeachment pelo “conjunto da obra”, e, aí, o resto é história, tal como aconteceu com a moça-poste.

    1. 2- O BC fez como a Dilma no passado, brincou com inflação, achando q teria controle sobre ela a qualquer momento. Então esperou demais. Agora ao meu ver erra na sinalização que dá ao mercado. A NÃO SER QUE A ÔMICRON desorganize novamente a economia, temos uma inflação de insumos e commodities, que poderia ser amenizada com a safra recorde que vislumbramos, e com o baixo crescimento econômico projetado, que será ainda mais sacrificado com essa decisão do BC. Moro Presidente 🇧🇷

    2. 1- FRANCISCO, ontem vc afirmou que a Ômicron é uma variante fraca. O antiministro Queiroga também age com desdém quanto a Ômicron, usando a palavra PREOCUPANTE, dentro de um contexto de sarcasmo. O BC está então errado em colocar à Ômicron como variável de incerteza? Agora eu te pergunto, suas informações à respeito da Ômicron, são mais confiáveis do que a do BC? Responsabilidade FRANCISCO. Mais uma coisa, não existe uniformidade de conhecimento na tomada de decisão dos juros. 

    3. É isso! Nesse jogo, ou cassino, as cartas, marcadas em qualquer que seja a percentagem da Selic, só favorecem os bancos.

    4. Ferreira correto raciocínio mas uma taxa negativa beneficia no caso a quem? aos bancos e aos devedor que consegue vender seus títulos a taxas negativas . entendo que se as aplicações diretas com o tesouro tivessem remuneração mais adequada seria mais rentável ao investidor mesmo que eventual e reduziria os juros de mercado ainda estratosféricos . acabaria com cartão a 15% am e ninguém vai preso.

    5. Prezado Amaury, ok seus argumentos. Relevante também ver que a Selic é em geral o teto que os banqueiros usam para negociar remuneração aos rentistas. E, para os endividados (empresas e pessoa física) o céu é o limite. Além de sumentar sobremaneira a taxa de carregamento das reservas, de quase 400 bilhões de dólares. Juros impactam formação de preços e decisões. Câmbio, commodities, especulações internacionais, grupos-de-interesse. Tarefa hercúlea sistematizar os jogos para que haja equilíbrio.

    6. Ferreira há algo que muitos não percebem . os juros da Selic HOJE são negativos ou menores que a inflação . no meu entender deveríamos ter juros pré determinados mas reais algo entre 1.5 a 2.5% acima da inflação o que proporcionaria melhor gestão pública e ipprtunidade de investimento . a realidade sobre o risco e todos ganhariam . isto é estruturalismo racional justo e previsível.

  2. Quem já viveu surto de inflação descontrolada, diga-se governo Sarney- 89% ao mês, sabe que o combate à inflação tem que ser implacável. Não há imposto mais perverso que esse: os que tem $$ ganham, ou pelo menos sobrevivem. Já os menos afortunados empobrecem ao ritmo das horas. Ninguém quer viver situação semelhante.

    1. bom comentário MAS no Brasil sob inflação descontrolada aditou-se sistema de correção monetária que alimentava o monstro que ficou descontrolado .. eis porque tivemos na verdade dezenas de moedas e só uma delas era do pobre .. cruzeiro . cruzado .. PQP .. acabar isto não é fácil e isto ainda não acabou.

  3. se a inflação aumenta não tem outro jeito mas já está claro que a inflação está em queda lenta mas está . no final o que poucos sabem é que no caso a dívida real cai mas não é bom.

    1. Ótima comoaração! Irônica e perfeita! Forma mesmo um V o gráfico dos juros!

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