Fivulgação/STF

Coronel ligado a caso Davati vai ao STF pelo direito ao silêncio na CPI

06.08.21 14:56

A defesa de Hélcio Bruno de Almeida moveu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para assegurar ao coronel da reserva do Exército o direito de permanecer em silêncio durante depoimento à CPI da Covid agendado para a próxima terça-feira, 10. Os advogados ainda requisitaram “amplo acesso aos elementos de prova produzidos” e que a corte permita que ele deixe a sessão quando entender conveniente.

Além de militar, Hélcio é presidente do Instituto Força Brasil, entidade bolsonarista que diz se propor “a fazer frente à hegemonia da esquerda como participante do poder“.

A convocação do coronel foi proposta pelo vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues, após representantes comerciais da Davati Medical Supply declararem ao colegiado que foi Hélcio quem viabilizou uma reunião entre eles e nomes graúdos do Ministério da Saúde, como o ex-secretário executivo Elcio Franco.

No encontro, realizado em 12 de março deste ano, a empresa formalizou a proposta de fornecimento de 400 milhões de doses inexistentes da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca. Participou da reunião, ainda, o fundador da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários, reverendo Amilton Gomes de Paula — em depoimento à CPI, o religioso também fez menção ao nome de Hélcio.

A conversa aconteceu dias após o jantar no Vasto Restaurante, localizado no Brasília Shopping, em que, segundo o vendedor Luiz Paulo Dominguetti, o ex-diretor de Logística do ministério Roberto Ferreira Dias pediu propina de um dólar por dose para dar andamento às tratativas com a Davati.

Ao STF, a defesa do coronel da reserva afirmou que somente “compartilhou” com o reverendo e os representantes da Davati um horário previamente agendado na pasta para discutir a operacionalização da vacinação em rede privada no país.

Sobre essa reunião, da qual participaram dez pessoas, sendo cinco servidores do Ministério da Saúde, ninguém, nem mesmo o sr. Luiz Paulo Dominguetti, apontou qualquer irregularidade, suspeita de ilicitude e, muito menos, qualquer mínima menção a eventuais vantagens indevidas“, completaram os advogados.

Já é assinante?

Continue sua leitura!

E aproveite o melhor do jornalismo investigativo.

O maior e mais influente site de política do Brasil. Venha para o Jornalismo independente!

Assine a Crusoé

CONFIRA O QUE VOCÊ GANHA ASSINANDO O COMBO

  • 1 ano de acesso à CRUSOÉ com a Edição da Semana: reportagens investigativas aprofundadas, publicadas às sextas-feiras, e Diário, com atualizações de segunda a domingo
  • 1 ano de acesso a O ANTAGONISTA+: a eletrizante cobertura política 24 horas por dia do site MAIS conteúdos exclusivos e SEM PUBLICIDADE
  • Artigos Exclusivos de Diogo Mainardi, Mario Sabino, Ruy Goiaba, Carlos Fernando Lima e equipe
  • Newsletters Exclusivas

Os comentários não representam a opinião do site. A responsabilidade é do autor da mensagem. Em respeito a todos os leitores, não são publicados comentários que contenham palavras ou conteúdos ofensivos.

500
  1. O STF chutou Sérgio Moro e a Lava Jato, que trabalharam na maior lisura possível diante de tanta bandidagem instalada no poder. E Agora Gilmar?

  2. ahahah quanta lisura. "Se falar me entrego"... Vergonha alheia.. Teve pelo menos uma vantagem, toda essa situação, enterraram de vez o mito de que militares estão acima da média em honestidade, compromisso com a verdade.. etc etc. Todo mundo sabia q era besteira, mas nunca a oportunidade de provar.. tinha sido tão escancarada.. Valeu mesmo gov bolsominto..

Mais notícias
Assine agora
TOPO