José Cruz/Agência Brasil

Inflação sobe em dezembro e fecha 2021 com alta de 10,06%

11.01.22 09:48

Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, fechou 2021 com uma alta de 10,06%, acima da variação de 4,52% registrada em 2020. Esse é o maior nível para um ano desde 2015, no governo Dilma Rousseff. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, na manhã desta terça-feira, 11.

O governo federal usa o IPCA como o índice oficial de inflação do Brasil. A variação, portanto, serve de referência para a verificação do cumprimento da meta inflacionária e para as alterações na taxa de juros.

A alta recorde em seis anos ocorreu apesar da desaceleração do indicador em dezembro de 2021. Na variação mensal, a inflação subiu 0,73%, ante 0,95% em novembro.

Com o resultado, o Brasil extrapolou a meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional do Banco Central para o ano, cujo teto era de 5,25%, levada em consideração a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos.

Os números já repercutem na oposição. Nas redes, Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara, ironizou o resultado. “Governo Bolsonaro consegue sua primeira nota 10“, escreveu.

Vilões da inflação
O resultado de 2021 foi influenciado principalmente pelos grupos de transportes, habitação e alimentação e bebidas. “Juntos, os três responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021“, anotou o IBGE.

No setor de transportes, que subiu 21,03% no ano, a variação foi puxada, principalmente, pelo preço dos combustíveis, impactado pelo dólar e pela demanda global por petróleo. A alta de 13,05% na área de habitação decorre do aumento do custo da energia elétrica, vinculado à crise de desabastecimento.

Nos quatro primeiros meses do ano, vigorou a bandeira amarela, com acréscimo de 1,343 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em maio, foi acionada a bandeira vermelha patamar 1 e, nos três meses seguintes, foi adotada a bandeira vermelha patamar 2, cuja cobrança passou de R$ 6,243 em junho para R$ 9,492 em julho, em função do agravamento da crise hídrica. Os problemas na geração de energia também levaram à criação de uma nova bandeira, intitulada Escassez Hídrica, com acréscimo de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. A bandeira entrou em vigor em setembro e deve ser mantida até abril de 2022“, detalhou o IBGE.

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    1. tenho conhecimento suficiente para não me guiar por gente com interesses pro e contra ... estes mesmos previam crescimento da inflação e ocorreu o contrário em dezembro e o cenário mais correto a meu ver é crescimento baixo de 2% em 2022 com inflação entre 5 e 6% .. mas nunca economia desestruturada como a nossa os cenários mudam rapidamente isto tem de ser levado em conta e o mundo todo ainda está sob efeito de fator adverso sério e este ainda influencia a economia.

    2. FRANCISCO, como somos desrespeitado por um PR NOJENTO, não podemos deixar isso transcender para a nossa interação no dia a dia. Isso se chama civilidade. Vc está meio certo e a Luciane está certa. Realmente tivemos aumento dos combustíveis, como ela apontou. Quanto à inflação, para contê-la o BC usou o remédio amargo do juros. Ela vai recuar, porém ao custo de um crescimento abaixo de 0,5% do PIB, com alguns analistas apontando para uma taxa negativa. Moro 🇧🇷

    3. Queda? Só se for na sua cabeça! Gasolina e diesel acabam de aumentar.

  1. Bozo conseguiu bater o recorde da Dilma em todos os aspectos. Destruí a economia, a moeda e o país. E de lembrar que os Bozistas degenerados iam para as ruas reclamar do dólar a 3 reais, porque assim eles não poderiam mais visitar o Pateta lá em Orlando. Agora o único pateta que eles conseguem ver é o Bozo em Brasília.

  2. Ha muito tempo que o "posto ipiranga" acabou sem combustível, todo falastrão tem vida curta e ganha como premio um nariz de pinóquio. O legado é a economia arruinada, inflação nas alturas, descontrole dos gastos públicos, zero de reformas, etc.... Ele e o Mantega disputam o premio entre os piores ministros da economia deste país.

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