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O que muda com os ‘verdes’ no comando das relações exteriores da Alemanha

28.11.21 18:27

O Partido Verde da Alemanha participará da próxima coalizão de governo com os liberais do FDP, o Partido Democrático Liberal, e os integrantes do SPD, o Partido Social Democrata. Na divisão dos cargos, os verdes ficarão com o Ministério de Relações Exteriores. A pasta será comandada por Annalena Baerbock (foto).

Uma vez no cargo, Annalena deverá focar na promoção da sustentabilidade e da economia verde, além de buscar mais colaboração internacional para que esses assuntos avancem.

Annalena provavelmente falará sobre meio ambiente de forma mais intensa e aberta, sendo menos diplomática. E o Brasil certamente será mais cobrado. Em termos práticos, contudo, não acredito que haverá uma grande mudança. Atualmente, não há contatos de alto nível com o governo de Jair Bolsonaro e isso continuará assim. A imagem do Brasil entre os membros da União Europeia já é tão ruim que não tem como piorar“, diz Kai Enno Lehmann, professor de relações internacionais na Universidade de São Paulo.

A intenção de Annalena de tornar o meio ambiente um tema central também também deve esbarrar em obstáculos internos.

O primeiro é que o governo alemão estará mais atento para outras questões. “Haverá uma preocupação ainda maior do novo governo com a economia, principalmente se o perigo da nova variante sul-africana se confirmar e obrigar a adoção de novos lockdowns“, diz Lehmann.

Outro ponto a se considerar é a falta de experiência de Annalena como ministra. “Tanto os verdes como os liberais estavam na oposição nos últimos anos. Mas demora um tempo para que alguém estabeleça uma boa rede de contatos interpessoais, algo que na política externa é importantíssimo. Com isso, sua gestão não deverá ser tão marcante“, finaliza o professor.

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  1. Onde arranjaram esse Kaieno pra falar mal do Brasil. Cada país tem sua política ambiental de acordo com suas convicções. Veja-se que o partido Verde do Brasil não foi adiante.

    1. @Paula: não é bem assim; o Lukaschenko lembra bem o Bozo em suas tendências sinistras.

    2. Claro que tem também partidos nacionais alinhados: Le Pen (França), AFD (Alemanha), PIS (Polonia)

    3. Na UE somente o governo da Hungria alinha com o Bolsonaro

    1. E o BRASIL precisa definitivamente xispar fora com essas amebas empalhadas predadoras - broncossauro e luladrão - antes que seja irreversivelmente destruído no que prodigamente lhe premiou a natureza.

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