Isac Nóbrega/PR

Prefeitos baianos reclamam de demora na liberação de verbas para região atingida por chuvas

08.01.22 16:28

Prefeitos da região atingida pelas chuvas na Bahia afirmam estar à míngua aguardando recursos federais para recuperar a infraestrutura dos seus municípios. A mera visita de ministros às áreas atingidas, dizem, não resolve os danos causados pela enxurrada. 

Em 31 de dezembro, o governo Bolsonaro anunciou a liberação de 700 milhões de reais por medida provisória para assistência às áreas afetadas pelas enchentes. O presidente não foi ao estado, mas enviou quatro ministros: Marcelo Queiroga (Saúde), João Roma (Cidadania), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional). Marinho, por sinal, entrou em férias na quarta-feira, 5, e ficará ausente por 28 dias. 

Em Ilhéus, o prefeito Mário Alexandre Correa de Sousa, do PSD, aguarda 180 mil empenhados em 31 de dezembro pela Defesa Civil nacional para limpar bueiros da cidade. O município ainda tem 600 desabrigados em escolas. “Que eu saiba estado de calamidade é urgência, tem de ser rápido, quem está sofrendo é o povo”, diz. O recurso, quando chegar, também será usado para retirada de terra e entulhos acumulados em frente às residências, para que famílias possam retornar.

A pedido do Ministério do Desenvolvimento Regional, o prefeito de Camacan, Paulo Cesar Bomfim de Oliveira, do Podemos, diz que fez uma série de relatórios fotográficos dos estragos na cidade. O material foi enviado mas, segundo ele, a verba para recuperar as estradas não chegou. Na cidade, 43 famílias ficaram isoladas e houve deslizamento de terra.

Uma das cidades mais castigadas pela intempérie, Itabuna, que registrou duas mortes, recebeu 251 mil reais da Defesa Civil para desobstrução de bueiros e aguarda outros 17 milhões do Ministério de Desenvolvimento Regional. O prefeito Augusto Castro, do PSD, afirma que a cidade enfrentou a pior enchente em 54 anos. “Encaminhamos diversos projetos ao governo federal, preciso reconstruir a cidade”, afirma. Mesmo após a trégua no clima, ainda há 4,5 mil desabrigados, dos quais 700 estão alojados em prédios da prefeitura.

“Toda infraestrutura está destruída. Tem cidades que estão sem abastecimento de água há vários dias. Falta ação e coordenação. Administrativamente o presidente é um fracasso.  Ele fez blague com a situação da Bahia, menosprezou”, afirma o deputado João Carlos Bacelar, do Podemos, que tem tentado interceder em favor dos prefeitos em Brasília.

O Ministério do Desenvolvimento Regional afirmou a Crusoé que, até o momento, autorizou o repasse de 130 milhões de reais para 62 municípios baianos atingidos pelas chuvas. Desse valor, 278 mil foram empenhados para a Ilhéus, 57,7 mil para Camacan e 225 mil já depositados para Itabuna. O prazo para envio do dinheiro é de 180 dias, mas Ilhéus e Camacan, de acordo com a pasta, devem receber seus depósitos até esta segunda-feira, 10. Já a Defesa Civil está desde 29 de novembro percorrendo as regiões atingidas para elaboração de planos de trabalho para solicitar recursos.

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  1. Esses prefeitos ficam igual filhotes de passarinho, bocas totalmente abertas, sequiosas de cascalho, bufunfa, fazmerir, ... essa é a ansiedade que toma conta dessa picaretagem. ___ Bolsonaro 22 - A última TRINCHEIRA contra o comunismo, o politicamente INcorreto, o Globalismo e a nova DESordem Mundial.

    1. Ricardinha e Nyco Penyco, as últimas diarréias do bozismo antes do colapso total!

    2. Nyco Penyco, o receptáculo dos produtos gastrointestinais dos bozistas.

  2. Esta demora tem nome BURROCRACIA, assim funciona o setor público, presta um mal serviço, custa caro e não tem eficiencia e ainda atrapalha a iniciativa privada...

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