Ricardo Stuckert/Twitter/LulaLula, com Janja: institutos colocam o petista à frente de Bolsonaro, mas seguidores do presidente não acreditam

Datapovo: dá para confiar?

No Brasil e no mundo, as pesquisas eleitorais foram colocadas em dúvida após erros do passado. Crusoé analisa se ainda faz sentido acreditar nelas
20.05.22

Nunca o eleitor brasileiro foi bombardeado por tantas pesquisas. Em algumas semanas, até mesmo três delas chegam a ser divulgadas, somente sobre a corrida presidencial. Embora uma mesma pesquisa se mantenha em geral consistente de uma edição para outra, os números apresentados por empresas diferentes podem divergir em dez pontos percentuais, ou até mais. Junte-se a essa discrepância o fato de que os resultados de eleições recentes, como a de 2018, afastaram-se das estimativas feitas por institutos tradicionais, e está explicado por que muitos eleitores hoje têm grandes dúvidas sobre a precisão das pesquisas, enquanto políticos as atacam frontalmente quando os resultados lhes são desfavoráveis. Ainda que Jair Bolsonaro venha estreitando sua diferença em relação a Lula, esse tipo de ataque se mantém comum especialmente entre seus apoiadores. Nesta semana, Flávio Bolsonaro afirmou em uma entrevista que seu pai deve vencer disparado, no primeiro turno, as eleições de 2022. A base para essa previsão seriam sondagens encomendadas pela campanha bolsonarista e o “Datapovo” — uma expressão que engloba tanto as aglomerações com que Bolsonaro é recebido em eventos, quanto enquetes organizadas por veículos de comunicação, simpatizantes ou meros curiosos (como fez, cerca de um mês atrás, o dono de um posto de gasolina em uma estrada movimentada). Números do tal Datapovo têm circulado bastante nas redes sociais, sempre como contraponto a levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mostram Bolsonaro atrás de Lula. Eles vêm acompanhados de mensagens como esta, disparada em 11 de maio no Twitter, mais uma vez pelo filho 01: “Nova pesquisa? No, tks. Essas amostras de 1.000 pessoas com metodologia questionável não me convencem. Prefiro essa pesquisa aqui, com mais de 2 milhões de votos, um IP válido por voto, e por todo Brasil”. Nesse exemplo, o presidente aparece com quase quarenta pontos a mais que o seu adversário petista.

Esta reportagem de Crusoé mostra que pesquisas podem ser manipuladas de muitas maneiras. Mostra ainda que pesquisas estão sujeitas a erro e terão sua credibilidade tão mais ameaçada quanto mais forem tidas como aquilo que não são: previsões do futuro. Ao mesmo tempo, ela demonstra que, ao lado das dúvidas justificáveis, existe um certo tipo de crítica que é parente do negacionismo contra as vacinas, porque embaralha ou ignora de maneira intencional a ciência envolvida nas pesquisas eleitorais. Como demonstrado pelo estudo Os erros de pesquisa eleitoral através do tempo e do espaço, realizado pelos pesquisadores Will Jennings, britânico, e Christopher Wlezien, americano, a taxa de acerto das sondagens realizadas em 45 países, ao longo das últimas oito décadas, é muito maior do que se imagina. “A ignorância não nasceu nas redes, mas com a expansão dessas mídias, numa sociedade do espetáculo digitalizado, a disseminação da informação falsa ganhou velocidade e escala, sendo extremamente difícil para instituições e pesquisadores a desmentirem”, diz a cientista política Mara Telles, presidente da recém-fundada Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel), que reúne até agora mais de 320 acadêmicos e profissionais de mercado e que realizou nesta semana, em Minas Gerais, o seu primeiro seminário internacional.

Nem a multiplicação das pesquisas, sejam elas bancadas por veículos de imprensa, bancos ou organizações não governamentais, nem a disparidade entre os números obtidos, sobretudo em períodos ainda afastados da ida às urnas, são sinais seguros de que um trabalho foi manipulado ou teve falhas técnicas. Sobre o primeiro ponto, diz Murilo Hidalgo, presidente do Instituto Paraná Pesquisas: “Como em todo mercado, a variedade e a competição levam ao aprimoramento. É melhor ter vários institutos trabalhando do que apenas um ou dois”. Sobre o segundo tópico, o sociólogo Antônio Lavareda, presidente do conselho científico do Ipespe, lembra que existe uma diferença essencial entre “atitudes”, registradas pelas pesquisas, e “comportamentos”, registrados na cabine de votação. “Quantas vezes você saiu de casa disposto a fazer uma compra e voltou para casa com um produto completamente diferente na sacola? Isso também acontece nas eleições, e só pesquisas de boca de urna têm alguma chance de captar esse fenômeno”, diz ele. Há também o fato de que a parcela de eleitores brasileiros com identificação ideológica clara é muito menor do que, por exemplo, nos Estados Unidos. Segundo Lavareda, isso faz com que o voto estratégico (no candidato que se rejeita menos) e o voto randômico (que não tem motivação consistente) sejam mais prevalentes no Brasil, podendo de novo trazer surpresas no momento da apuração — pois eles, além do mais, só se definem de última hora. A despeito de todas as falhas que as pesquisas possam ter, é melhor tê-las do que não tê-las. “Menos da metade da população mundial vive em países onde as pesquisas eleitorais são completamente livres e independentes. É importante ter isso em mente, principalmente quando as pesquisas desagradam”, diz o búlgaro Kancho Stoychev, presidente do instituto Gallup International, que conduz pesquisas regularmente em cerca de 130 países. “A democracia depende de opiniões informadas, inclusive a respeito do que os nossos vizinhos estão pensando sobre questões sociais e sobre os políticos que podem chegar ao poder.”

A diferença entre pesquisas e enquetes

A história do nascimento das pesquisas eleitorais põe em relevo essa diferença. Foi no ano de 1936, quando Franklin Delano Roosevelt e Alf Landon disputaram a presidência dos Estados Unidos. Como vinha fazendo havia várias eleições, a revista Literary Digest encaminhou a seus assinantes um cartão, pedindo que indicassem em quem pretendiam votar. Em paralelo, George Gallup decidiu aplicar às eleições os métodos estatísticos que vinha desenvolvendo para outras sondagens de opinião pública. Embora a Literary Digest contasse com 2 milhões de respostas, e Gallup com 50 mil, foi o segundo quem conseguiu prever a vitória de Roosevelt. Isso aconteceu porque os leitores da revista representavam apenas uma fatia homogênea da população americana, enquanto a amostra de Gallup, embora menor, procurava representar proporcionalmente todos os segmentos da população — inclusive os mais pobres, que não assinavam revistas, mas deram a presidência ao candidato democrata. Se nos 86 anos que transcorreram desde 1936 a metodologia para sondagens de opinião se aprimorou de diversas formas, permitindo inclusive a realização de muito menos entrevistas do que aquelas 50 mil feitas por Gallup, a diferença fundamental entre pesquisas e enquetes permanece a mesma: enquanto as primeiras refletem diferenças demográficas, as segundas ignoram esse fator e, por isso, não conseguem captar de fato para onde pendem as intenções de voto da população como um todo.

ReproduçãoReproduçãoA enquete compartilhada por Flávio Bolsonaro: ciência pelo avesso

Como são feitas as amostragens?

Uma boa amostra é aquela que espelha com a maior precisão possível a população: sua distribuição no território nacional, as proporções por idade, sexo, renda, religião ou educação. A analogia mais corriqueira para explicar por que dá certo trabalhar com amostragem é que, para testar o sal de uma sopa, só é preciso experimentar uma colher — desde que os ingredientes estejam bem misturados. A maior parte das pesquisas registradas no TSE entrevista atualmente entre mil e 2 mil pessoas. Mesmo considerando os estudos mais amplos, ainda assim o número de entrevistados é uma fração de 0,0009% dos 214 milhões de habitantes do país. A complicada conta que permite extrair, de uma base ínfima, números representativos para todo o país, foi sendo aprimorada e testada, principalmente após a década de 1950. “A teoria matemática que sustenta esses cálculos tem sido muito bem-sucedida, tanto que não há motivo hoje para coletar amostras maiores que 3 mil pessoas numa pesquisa para presidente. O custo iria aumentar muito e o ganho de precisão seria marginal”, diz o estatístico brasileiro Neale el Dash, que criou o agregador de pesquisas Polling Data.

O que é margem de erro? E nível de confiança?

Quem trabalha com uma amostra dos eleitores, e não com o seu universo completo, perde inevitavelmente uma parte da informação. Margem de erro e nível de confiança expressam essa perda. Quando um instituto registra no TSE uma pesquisa com nível de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos percentuais, está assegurando que, se as mesmas perguntas forem apresentadas 100 vezes, para grupos com as mesmas características demográficas (ainda que as pessoas sejam sempre diferentes), o resultado se repetirá 95 vezes, podendo sempre variar três pontos percentuais para mais ou para menos. Se duas pesquisas tiverem o mesmo nível de confiança, mas uma contar com mil entrevistas e a outra com duas mil, a margem de erro da primeira será um pouco maior que a da segunda. Isso faz diferença? Só se a corrida estiver muitíssimo apertada. Um instituto que trabalha com amostras menores pode sentir a necessidade de aumentá-las caso a disputa fique embolada no decorrer da campanha.

Pesquisas presenciais são melhores que as feitas por telefone e pela internet?

O Tribunal Superior Eleitoral entende que existem três tipos de pesquisas: presenciais, telefônicas e online. Em todos eles, os especialistas buscam criar uma amostra que seja o mais parecida possível com a população brasileira. Há vantagens e desafios associados a cada um dos métodos.

O tipo que dá ao entrevistador mais garantias sobre a qualidade das informações coletadas é o presencial, que já foi considerado o “padrão ouro” das pesquisas. Quando um entrevistador toca a campainha de uma casa, ele tem alto grau de confiança sobre as características de seus moradores. Os institutos selecionam algumas regiões de várias cidades, levando em conta suas diversas características econômicas e demográficas, e realizam entrevistas presenciais no menor tempo possível. Em uma pesquisa nacional do Ipec, por exemplo, mais de 60 entrevistadores vão a 122 municípios, para falar com 2 mil entrevistados em três dias.

Alguns institutos fazem entrevistas presenciais, mas mandam seus funcionários para locais de fluxo intenso de pessoas, como um terminal de ônibus ou a entrada de um shopping. Nesse caso, há mais chance de as pessoas mentirem sobre alguns assuntos — como renda, por exemplo. Nas pesquisas feitas por telefone ou pelo sistema online, há menos certeza ainda sobre a exatidão das respostas. Um número DDD permite fazer deduções sobre onde a pessoa mora. Nas pesquisas online, nem isso. A enquete compartilhada pelo senador Flávio Bolsonaro, mencionada no início desta reportagem, ressalta o fato de que nela, “cada IP de computador significa um voto”. Mas IPs não ajudam a compor uma amostra estatisticamente válida, ainda que o número de respondentes seja elevado.

Os institutos vêm trabalhando para tornar mais confiáveis as pesquisas online. Uma das táticas é oferecer benefícios para que pessoas se voluntariem a participar. Com isso, é possível compor a amostragem necessária. Pesquisas online também são combinadas com outras metodologias e os resultados depois são submetidos a uma calibragem matemática. “O maior desafio nas pesquisas online é a penetração da internet em um grupo ou no público-alvo. É preciso garantir que ele seja de mais de 90% e que a distribuição seja homogênea entre essas pessoas”, diz Kancho Stoychev, do Gallup International.

Nos últimos anos, o método presencial tem sido gradualmente substituído pelo telefônico e, mais recentemente, pelo online. Enviar funcionários treinados para percorrer várias cidades custa caro. Além disso, muitas pessoas passaram a viver em condomínios fechados ou não estão dispostas a atender visitantes. Outras estão em regiões dominadas pelo crime organizado. Por causa desses fatores, muitos institutos passaram a recorrer mais ao telefone e à internet. “De muitos pontos de vista, o método clássico presencial é o melhor para pesquisas sociais e eleitorais, mas também é o mais caro e lento. Com isso, o método online já é dominante no Ocidente”, diz Kancho Stoychev.

ReproduçãoReproduçãoBolsonaro e o Datapovo: Brasil ainda tem muitos indecisos

É possível distorcer uma pesquisa?

Com certeza, tanto por erro quanto intencionalmente. Todo pesquisador precisa tomar diversas decisões na preparação de seu levantamento, e todas elas podem enviesar os resultados. Décadas de estudos acadêmicos e prática de mercado tornaram quase impossível ocultar maracutaias, se os especialistas tiverem acesso aos parâmetros metodológicos e ao questionário que será aplicado. No Brasil, tanto os parâmetros quanto as questões precisam ser divulgados no site do TSE, que mantém o registro de todas as pesquisas eleitorais que publicam seus resultados (só em maio, já são mais de 50). “Pesquisa de opinião não é física quântica, é mil vezes mais simples”, diz  Kancho Stoychev. “Um pesquisador tem de seguir fielmente cerca de uma dúzia de regras, sendo que a maioria é estatística e se destina a garantir que a seleção dos entrevistados seja adequada.” Há escolhas que ajudam a explicar as diferenças de resultado entre institutos que competem entre si. A ordem das perguntas no questionário é um dos fatores que podem induzir o entrevistado a dar uma resposta. Se o entrevistador faz uma questão logo no início sobre a situação do país e depois faz outra sobre intenção de voto, a resposta tende a ser contra o candidato do governo. O entrevistado pensará antes sobre problemas como corrupção e desemprego e acabará colocando a culpa no representante do oficialismo. Uma amostragem de composição mais grosseira pode impactar os resultados, ao gosto do freguês, fazendo o ponteiro pender mais para um lado do que para outro. Para alguns pesquisadores, perguntar sobre o voto em eleições passadas acrescenta uma variável política no levantamento que ajuda a calibrar os resultados, tornando-os mais precisos — mas esse não é um item presente em todas as pesquisas feitas no Brasil.

Afinal, as pesquisas acertam ou erram mais?

A resposta vem do estudo publicado em 2018 pelos pesquisadores Will Jennings, do Reino Unido, e Christopher Wleizen, dos Estados Unidos. Eles analisaram 30.916 pesquisas eleitorais feitas entre 1940 e 2017, em 45 países, inclusive o Brasil, para verificar a percepção de que os enganos estavam se tornando mais comuns. Eles compararam os números das sondagens com os resultados das eleições. Nas décadas de 1940, 1950, 1960 e 1970, a diferença média foi de 2,1%. De 2000 em diante, foi de 2,0%. “Isso contradiz a ideia de que houve um aumento dos erros”, diz Wlezien. “A surpresa do estudo foi que, mesmo com os institutos de pesquisa reduzindo as amostragens ou migrando para o ambiente online, a taxa de acerto não mudou.”

Sempre haverá circunstâncias em que os movimentos da opinião pública escaparão às pesquisas. Isso aconteceu em 2016, quando elas previram que os britânicos escolheriam ficar na União Europeia — mas o Brexit, a saída do bloco, acabou sendo a opção de 52% deles. Aconteceu em novembro do mesmo ano, quando a maioria dos prognósticos apontava uma vitória de Hillary Clinton na eleição presidencial americana, mas foi Donald Trump quem acabou levando, ainda que no Colégio Eleitoral, e não no número total de votos. E aconteceu em 2018, no Brasil, quando Jair Bolsonaro venceu o primeiro turno da votação com 46% dos votos, à frente do petista Fernando Haddad, que teve 29%. Os dois ficaram fora da margem de erro dos principais institutos de pesquisa. Tropeços também ocorreram nas previsões para estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

No caso do Brexit, as pesquisas superestimaram o comparecimento dos jovens, mais favoráveis à União Europeia. No caso da eleição de Trump, os pesquisadores não captaram as preferências dos americanos brancos sem formação universitária. No Brasil, os institutos não identificaram suficientemente a onda antipetista que ganhou força na véspera da primeira votação.

A fonte mais comum de erros, no entanto, está no eleitor que faz a sua escolha em data muito próxima das eleições ou nos contingentes muito grandes de indecisos e pessoas que podem não comparecer às urnas. Estima-se que, em todos os países democráticos, algo entre 10% e 20% da população decida o voto no último minuto. No Brasil, tanto o número de abstenções quanto o de eleitores que não querem Lula, nem Bolsonaro (nem-nem) é elevado. Em pleitos recentes, as abstenções têm girado em torno de 20% do eleitorado. Estima-se que o nem-nem será de 30% ou mais em 2022. A eleição deste ano deverá ser, assim, um novo desafio para os institutos de pesquisa, mas é melhor tê-los em abundância a ficar na escuridão.

Já é assinante?

Continue sua leitura!

E aproveite o melhor do jornalismo investigativo.

O maior e mais influente site de política do Brasil. Venha para o Jornalismo independente!

Assine a Crusoé

CONFIRA O QUE VOCÊ GANHA ASSINANDO O COMBO

  • 1 ano de acesso à CRUSOÉ com a Edição da Semana: reportagens investigativas aprofundadas, publicadas às sextas-feiras, e Diário, com atualizações de segunda a domingo
  • 1 ano de acesso a O ANTAGONISTA+: a eletrizante cobertura política 24 horas por dia do site MAIS conteúdos exclusivos e SEM PUBLICIDADE
  • Artigos Exclusivos de Diogo Mainardi, Mario Sabino, Ruy Goiaba, Carlos Fernando Lima e equipe
  • Newsletters Exclusivas

Os comentários não representam a opinião do site. A responsabilidade é do autor da mensagem. Em respeito a todos os leitores, não são publicados comentários que contenham palavras ou conteúdos ofensivos.

500
  1. Confio mais na enquete online porque a internet abrange praticamente todo o território nacional, inclusive aldeias indígenas e ribeirinhos. Quem não tem um Smartphone hoje em dia? _ A enquete colhe opiniões de milhões de brasileiros contra uma pesquisa de mil a 2 mil entrevistados, inclusive em porta de cadeia como já ocorreu num passado recente. SE uma pessoa usa duas máquinas diferentes para votar duas vezes, não vejo problema, já que o outro lado pode fazer o mesmo.

  2. o presente de casamento da janja será um cartão corporativo, sem limite, para gastar milhões de reais, graças aos eleitores do lula

  3. Muito esclarecedora. De vez em quando é bom ver alguma coisa educativa por aqui. Só faltou esclarecer a quem interessam as pesquisas. Sei que para as empresas é importante saber os rumos da economia, por exemplo, para que possam traçar estratégias mais exatas. Mas nem isso é possível, pois os políticos não comprem promessas. Para que seguir as pesquisas em lugar das nossas próprias convicções?

  4. Sou prof. e pesquisador da área de Exatas. O problema dessas pesquisas é que são facilmente manipuláveis por ter conflito de interesse. Na fase da entrevista, basta inverter a ordem dos candidatos no questionamentos, fazer perguntas enviesadas ou na hora da definição da extratificação dos dados dar ênfase a uma região geográfica e já era a confiabilidade. Quem audita as pesquisas pagas por políticos? As pessoas não tem acesso real a metodologia e aos metadados. Não são disponibilidados.

  5. Sem esquecer que pesquisa é fotografia do momento . Intercorrências imprevistas podem mudar tudo completamente da noite para o dia .

  6. DATAPOVO, JÁ!!! Esse, sim, é o autêntico Índice de Brasileiro de Opinião Pública e Estatística --- o outrora famigerado IBOPE! Será que está extinto e eu não sabia!? A conferir!

  7. Muito boa a reportagem! Acho que com a campanha e os debates, as pesquisas poderão mostrar números diferentes. Torcendo por isso! ...

  8. Faltou na reportagem, citar que uma das formas de se distorcer uma pesquisa, é entrevistar pessoas de determinados nichos, cuja tendência é votar em um candidato. As pesquisas deveriam cuidar pra entrevistar proporcionalmente pessoas de todos os niveis sociais, educacionais, raças, generos, etc.

  9. Hj eu não receberia um estranho em minha casa, nem daria qq informação pessoal como renda, etc., por telefone. Não sou doida.

    1. É isso Fernandes uma pesquisa dá o resultado que você quiser basta você enviar as pessoas certas ao lugar certo apenas isto mas só farão a pesquisa certa em setembro ... a estratégia da guerra revolucionária em claro curso previa mesmo corromper a imprensa e comprar institutos de pesquisas e até fundar novos ... nada de novo para quem é do ramo rs.

    2. Perfeito comentário Francisco. Pelo visto a maioria absoluta dos comentaristas não tem a menor ideia do que é estatística. E olhe que estamos falando de assinantes de Cruzoé. Imagine a opinião do eleitor médio! Continuando como está nunca, mas nunca mesmo, teremos uma classe política que possa nos orgulhar. Afinal, cada povo tem os políticos que merece!

    3. "Interessante" (na verdade lastimável) que o jornalista perde um tempo enorme descrevendo como funciona o processo, mostrando estatísticas, falando de falhas, e aí vem um leitor e simplesmente fala 'não acredito', sem dar nenhum respaldo à sua opinião. Aos jornalistas, parabéns pela matéria, muito interessante.

  10. Eu estranho essas pesquisas pq parece q elas não refletem meu entorno... Apesar de simples, é esquisito entender q somos só um grão de areia perdidos em toda a praia... Muito legal vcs falarem desse assunto nesse momento, em q estamos todos fartos e desacreditados no meio de tantas pesquisas! PS: lembrei de algumas aulas do ensino médio sobre esse tema! Só q naquele tempo, se o professor pedisse ou mandasse ler um texto como esse, eu não teria lido com tanto gosto🙈😬! Parabéns, Graieb e Duda!

  11. Institutos de pesquisas sao enviezados e podem decidir uma eleicao. Tudo exposto aqui e basico para eles. Sugestao: Proibicao de divulgacao de pesquisas + *Enquete* fixa no site do TSE sendo um voto por titulo de eleitor + divulgacao semanal do estado atual + possibilidade de mudanca de 'voto' a qualquer momento Uma solução pra confiabilidade.

    1. Ainda que muitas pessoas sejam excluídas de uma enquete pela internet é mais representativo que os institutos correntes (politizados). Acordos com operadoras podem ampliar o acesso, sendo esse de forma gratuito a todo e qualquer brasileiro com acesso a um celular ou computador.

  12. jocosamente, Stanislaw Ponte Preta dúzia que " estatística é a ciência que diz que se você come 3 frangos e eu nenhum, comemos em média um frango e meio cada um"...

    1. Nem o Sr.Talarico nem Ponte Preta entendem do que trata a complexa metodologia de pesquisa

    2. Eu conheço a definição de que estatística é a arte de torturar os números até que eles confessem alguma coisa.

  13. Flávio Bolsonaro esta se metendo numa ciência que não domina: A estatística. Duvido muito que ele more num prédio cujo calculo estrutural tenha sido feito por ele mesmo ou pelo dono do tal posto de gasolina. A única ciência que ele domina e tem pós-graduação é a rachadinha.

  14. a reportagem é apenas regular já que não explicou a amostragem dos municipios. No caso do Ipec como a amostra cabe em 112 municipios? quais os critérios de escolha da representatividade destes locais ao total de mais de 5500 municipios, pois em tese teriamos que desde Brasilia representada até Fernando Falcão no Maranhão (renda per-capta 19 dolares mesais)?

  15. Meu LIVRO “O INROTULÁVEL”. Link de acesso: https://www.amazon.com.br/dp/B09HP2F1QS/ref=cm_sw_r_wa_awdo_PQSA5Z6AXXH2SX16NH87 #MOROouNULO: o ACORDÃO dos DEGENERADOS MORAIS para EVITAR o IMPEACHMENT do BOLSONARO e TIRAR LULA da CADEIA! os EXEMPLOS EXECRÁVEIS que uma SOCIEDADE tão CORRUPTA é capaz de produzir! Em 2022 SÉRGIO MORO “PRESIDENTE LAVA JATO PURO SANGUE!” Triunfaremos! Sir Claiton

  16. Há décadas, é o Centrão que governa. Não importa quem seja o presidente da República, a mão do Centrão se abre para receber. Sem ele, não se aprova nada importante.

  17. A pesquisa mais correta ou com menos probabilidade de erros seria o instituto por uma replica de urna ou um tablet numa praça ou rua ou terminal de ônibus e colocar eleições 2022 em quem voce vais votar? isso com uma cabine aonde somente o elitor tivesse o acesso(como nas eleições), e mais facultativo, sem o entrevistador.

    1. Parece que o Celso, SE LEU, NÃO ENTENDEU nada da matéria. Igualmente, ele também não entende nada de português ('em quem VOCÊ VAIS votar?"). Melhor ler a matéria antes de dizer bobagens, Celso. Quanto ao português, não tem jeito, só estudando mesmo e lendo bons autores.

    2. Essa técnica reflete o perfil de quem passa por aquela rua, que deve ser razoavelmente similar. Não reflete o da população como um todo.

    3. Uma vez, ainda na época do voto em papel, fui entrevistada na boca de urna. A técnica do ipobe, com uniforme e crachá, me deu uma réplica da cédula, com carimbo do ibope, pedindo que eu reproduzisse meu voto e colocasse numa urninha que ela trazia. Sem qualquer outro tipo de pergunta sobre renda, etc.

  18. Ora, se o DataPovo do Flávio é válido, qual o motivo do Bolsonaro se insurgir diariamente contra as urnas e o TSE?

    1. Quando as pesquisas não favorecem, sempre dizem que são fraudadas. Quando o resultado confirma as pesquisas, tb dizem que foi fraudado. Conversa de mau perdedor.

    2. Se Bolsonaro perder, Ronalde, vai dizer que houve fraude, já que o tal Datapovo lhe dava a vitória. Entende? Bolsonaro sempre faz isso.

  19. As pesquisas podem ser sérias mas a mídia as manipula o tempo todo, não deixando o cidadão escolher o candidato de maneira isenta. Se não houvesse pesquisa os resultados surpreenderiam, com toda certeza. Nessas eleições de 22 Lula casa-se nas vésperas para ganhar os holofotes e permanecer mais tempo nos noticiários, fruto de uma estratégia de venda muito bem articulada. Se um produto tem mais visibilidade do que outro, o consumidor opta pelo primeiro.

  20. Parabéns pela reportagem. Esse ano acrescento um nível de dificuldade que, ao meu ver, dificultará o trabalho dos analistas: a contaminação da base amostral pelas Fakes News. A maioria dos eleitores, em todos os níveis, estão sendo submetidos a uma avalanche de notícias falsas e manipuladas antes nunca visto. Como considerar essa variável na pesquisa? Hoje, particularmente, estou levando em consideração o que é menos ruim: "mais 4 anos com o atual presidente ou 8 anos com o outro".

  21. Mais um dado para os pesquisadores: Sou septuagenário, escolaridade superior, classe média. Vou anular de cabo a rabo, ou seja, de deputado estadual a presidente. Mando todos para a puta que os pariu.

    1. Ivanilson, faço questão de ir zerar a canalha porque não tem voto impresso. Se tivesse, faria um protesto-desabafo por escrito.

    2. o voto para septuagenário e facultativo. Portanto nem se dê ao trabalho é so não ir. Eu que também sou septuagenário por exemplo não vou !

    1. E se a pesquisa for na porta de cadeia como já aconteceu, qual o nível de confiança?

  22. É um bom artigo analítico, mas deve-se ponderar que pequisas “online”, em países com pouco engajamento politico como o Brasil e menos engajamento em redes de comunicação com participação do eleitor\internauta, que preferem estas redes para assuntos próprios (orações, aniversários, curiosidades etc.). Não apresentam uma exatidão perto da margem de erro. São poucos os internautas preocupados com eleições, um ou outro, vez por hora dá somente um palpite, mas nada contundente.

    1. Na pesquisa on line, eu posso perfeitamente usar um computador de casa, outro do trabalho, portanto com IPs diferentes, e um voto vira em dois.

    2. A constatação do engajamento do povo nas redes sociais, pode ser observada na votação do Big Brother Brasil. Redes sociais e Rede Globo. Desse jeito assim, simples, vota e vota muito. Infelizmente.

    3. Até agora eu só me convenci da derrota acachapante de Bolsonaro na Bahia. Não por acaso, em meio a uma tragédia natural naquele Estado, ao invés de por fim às suas férias, as iniciou. Namastê!

  23. As únicas certezas deste pleito: 1) O Brasil perderá! 2) Nulos brancos e abstenções serão recorde! 3) Os khanalhas permanecerão no poder independente do quadrilheiro que for empossado.

    1. Infelizmente é o provável. Só quero continuar acreditando em algum incidente que coloque, ao menos, um dos lad.rões fora da corrida eleitoral.

    1. Correto! Diferente dos Nulos votos Brancos teriam que ser considerados votos válidos. Porque equivalem a votos de abstenção. A rigor, com ele não se deixa de votar mas se diz que o que se tinha para decidir não foi suficiente para uma decisão. Não é um não voto e sim um voto de não preferência. Se assim não fosse porque o voto em Branco também não é Nulo? Mas esperar o que de um Estado que espera que seus cidadãos optem entre a cruel realidade e a insuportável mentira?! Namastê!

  24. A Pesquisa com base estatística é uma ferramenta poderosa, que daria mesmo um retrato do momento, se corretamente utilizada. No entanto, no Brasil não há nada de estatístico, é tudo claramente forjado e utilizado meramente como peça de marketing.

  25. Para qqer que seja o rumo das pesquisas de opinião pública, os resultados nunca refletirão a tendência maciça dos eleitores baquele determinado momento. Obvio que auscultar 1000 ou 2000 pessoas, só refletirá um determinado resultado se a pesquisa for dirigida a um público específico. Exemplo: na faixa evangélica o resultado será diferente do da faixa católica, e assim por diante. Nenhuma pesquisa de institutos da esquerda dará resultado favorável a candidatos da direita. Todas são manipuladas.

  26. Noventa e nove por cento das pesquisas estão sendo feitas para lavar a fraude.Ninguém tira ninguém da cadeia e o faz candidato por nada. Está tudo pronto para oficializar a fraude nas eleições. O que o STF/TSE. tem a esconder?

  27. O que o povo já começa a perceber e a imprensa em sua maioria não, é que há diferença entre pesquisa e processo eleitoral. E o nosso já está viciado não pelas urnas eletrônicas, mas pelo STF, desde que anulou 07 anos de combate à corrupção e lançou Lula às eleições com "fantasia de mártir", sob a qual padece a nação despossuída e humilhada por suas danosas consequências. Namastê!

Mais notícias
Assine agora
TOPO