Reprodução/Instagram/Gusttavo LimaGusttavo Lima: O Antagonista contabilizou 5,3 milhões de reais em contratos com prefeituras

Boi da grana preta

Financiamentos de sertanejos e outros artistas mostram que a política cultural de bolsonaristas e petisas é basicamente a mesma: faturar com dinheiro público
03.06.22

Em 2016, Michel Temer decidiu acabar com o Ministério da Cultura (MinC), o que provocou revolta no meio cultural. Ele logo mudou de ideia diante da repercussão negativa — artistas e produtores chegaram a ocupar as dependências do (MinC) —, mas seus apoiadores levaram a briga adiante. Meses depois, foi aberta a CPI da Lei Rouanet, que concluiu com alguns poucos pedidos de indiciamento e sugestões para melhorar a fiscalização de projetos beneficiados com recursos oriundos de renúncia fiscal, que totalizavam até ali 1,2 bilhão de reais. O material da CPI serviu ao discurso de Jair Bolsonaro contra a esquerda, a maior beneficiária do incentivo — e, ao ser eleito, o presidente anunciou a extinção da pasta. Não houve recuo. Ela foi substituída por uma Secretaria Especial de Cultura, ligada ao Ministério do Turismo. Desde o início do governo, passaram pela secretaria Henrique Pires, que saiu atirando, por causa da suspensão de projetos LGBT para TVs públicas, Roberto Alvim, que plagiou um discurso do chefe nazista Joseph Goebbels, para explicar a sua concepção de cultura, e a atriz Regina Duarte, que dispensa apresentações e comentários. Ela foi substituída pelo, digamos, ator Mário Frias.

De lá para cá, também foi aumentando o esperneio e o ranger de dentes da chamada “turma do Leblon“, com a produtora Paula Lavigne, mulher do cantor Caetano Veloso, liderando o movimento antibolsonarista na área cultural. Esse movimento aderiu imediatamente à campanha de Lula e vários artistas passaram a se manifestar pela volta do petista ao poder. No mês passado, até regravaram o jingle “Lula lá“, exibido no lançamento de sua pré-candidatura. À repulsa a Jair Bolsonaro e ao atávico esquerdismo dos artistas da MPB, da TV, do cinema e do teatro brasileiros, juntou-se a esperança de que voltem, com Lula, os tempos das vacas gordas para shows, filmes e espetáculos, bancadas com dinheiro de renúncia fiscal, dentro do âmbito da Lei Rouanet. Dinheiro público, portanto, visto que as empresas trocam parte do que é devido ao Fisco por financiamento a artistas, com a vantagem de que os financiadores podem fazer marketing das suas marcas.

A Lei Rouanet foi pensada para impulsionar artistas sem maiores recursos ou acesso a crédito, mas se tornou muito mais um instrumento para financiar nomes consagrados, que não precisariam de dinheiro público para exercer as suas atividades. Como é natural, os departamentos de marketing das empresas preferem famosos a desconhecidos — famosos que também contam com produtores com uma ótima rede de contatos no meio empresarial e que, até Jair Bolsonaro ser eleito, tinham amizades também no meio oficial, para facilitar a aprovação dos projetos movidos a renúncia fiscal. Do ponto de vista racional, faz sentido que o Estado ajude a patrocinar, direta ou indiretamente iniciativas culturais, visto que a arte é motor de desenvolvimento de uma sociedade, em vários planos. O cinema europeu, por exemplo, não existiria sem patrocínio estatal. O problema é a distorção que está ocorrendo no Brasil, desde que a Lei Rouanet entrou em vigor, no início dos anos 1990, no governo de Fernando Collor — e da distorção fazem parte desvios que deveriam ser melhor apurados. Houve, por exemplo, o caso de uma atriz já falecida que comprou um apartamento no Rio de Janeiro com dinheiro de renúncia fiscal, e não era incomum ouvir de produtores interessados em financiar projetos artísticos, via Lei Rouanet, que estava na hora de ir a Brasília para “bater umas carteiras“.

Mais uma vez, contudo, o bolsonarismo apropriou-se indevidamente de uma boa bandeira — a de pôr ordem na aplicação da Lei Rouanet —, para embalar tudo na sua alopragem ideológica, com personagens saídos de um circo macabro. Abriu, assim, o flanco para que os seus adversários do meio cultural atacassem o governo com carga pesada e sem medo de ser felizes apoiadores de Lula.

A reação à campanha lulista veio dos cantores sertanejos, a maioria antipetista. Em shows recentes, eles resgataram o discurso contra a “mamata da Rouanet“, mas acabaram levando um coice. Descortinou-se um milionário sistema de contratações por prefeituras espalhadas pelo país. Shows com artistas populares são frequentemente usados como estratégia de marketing por prefeitos que buscam visibilidade e os sertanejos têm cobrado alto para subir no palanque, quer dizer, no palco. O pretexto dos prefeitos é o de movimentar a economia local, mas o que eles movimentam mesmo são as contas bancárias das atrações. Alguns cachês ultrapassam 1 milhão de reais. A prefeitura ainda arca com despesas de hospedagem e transporte do artista e da sua equipe. É a verdadeira farra do boi da grana preta.

Reprodução/Instagram/Mateus e CristianoReprodução/Instagram/Mateus e CristianoMateus e Cristiano: jingle para Bolsonaro
Zé Neto, que puxou a fila de campanha bolsonarista, cobrou  400 mil reais no show que fez há poucas semanas em Sorriso (MT), às expensas da prefeitura da cidade. “Estamos aqui em Sorriso, no Mato Grosso, um dos estados que sustentaram o Brasil durante a pandemia. Nós somos artistas e não dependemos de Lei Rouanet, nosso cachê quem paga é o povo. A gente não precisa fazer tatuagem no toba para mostrar se a gente está bem ou não. A gente simplesmente vem aqui e canta e o Brasil inteiro canta com a gente”, disse, sorrindo sem corar. A prefeitura de Extrema, no sul de Minas Gerais, gastou 550 mil reais pela apresentação de Zé Neto e Cristiano na festa do peão marcada para outubro. O campeão Gusttavo Lima cobrou 1,2 milhão de reais para cantar em Conceição de Mato Dentro (MG) e outro 1 milhão de reais em Magé (RJ). O contrato com a prefeitura de São Luiz (RR) ficou em 800 mil reais. Lima também fechou por 850 mil reais com a prefeitura de Santa Terezinha do Itaipu (PR) — o recurso sairá dos royalties pagos pela hidrelétrica binacional — e por 704 mil reais com a administração de Teolândia, na Bahia, onde se apresentará na Festa da Banana. O Antagonista contabilizou ao todo 5,3 milhões de reais em contratos firmados pela produtora de Lima com prefeituras. Vários entraram na mira das promotorias estaduais. Em live, o artista foi às lágrimas e reclamou de “perseguição“.

Nomeados “embaixadores do turismo” pelo atual governo, Bruno e Marrone também foram favorecidos com shows contratados por prefeituras interioranas. Mozarlândia, uma cidade de 15 mil habitantes no norte de Goiás, topou pagar 300 mil reais para a dupla. A prefeitura de Lagarto, distante 80 quilômetros de Aracajú, contratou o show por 420 mil reais. Outra dupla bolsonarista que criticou a Lei Rouanet e foi igualmente beneficiada com contratos públicos é formada por Henrique e Juliano. Eles também se apresentaram em Santa Terezinha do Itaipu. Valor do cachê: 663,5 mil reais — montante 35,4% maior que o pago pela mesma prefeitura em 2020. Na época, o município contratou o show, mas ele foi cancelado em virtude da pandemia.

Para surpresa de ninguém, além de contratos com prefeituras, os sertanejos também bicaram a Lei Rouanet que tanto criticam. Crusoé apurou que a dupla Mateus e Cristiano, que compôs e cantou um jingle para Bolsonaro durante a visita de Elon Musk, captou 199 mil reais via Lei Rouanet, para a gravação de um DVD ao vivo da dupla, em 2020 — na época, a Secretaria Especial de Cultura já era comandada por Mário Frias. No início deste ano, a dupla conseguiu um aditivo ao contrato, que a autorizou a captar mais 26,1 mil reais para gravar o DVD, totalizando 225,1 mil reais. Segundo as portarias da Secretaria Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, ligada ao Ministério do Turismo, a dupla justificou o pedido de apoio financeiro para “divulgar seu novo material de trabalho, além de revisar clássicos”. “O desempenho da apresentação pretende mostrar uma compilação de canções inéditas e canções populares que fazem parte de um repertório tradicional reconhecido, harmonizando em um clima agradável a possibilidade para se ouvir a boa música brasileira”, argumentam os cantores. A dupla, que afirma ter 26 anos de carreira, compôs a música para Bolsonaro a pedido do marqueteiro do PL, Duda Lima. O refrão da canção diz que “no mito eu boto fé / É ele que defende a nação / Que tem nossa bandeira no seu coração”.

Nesta semana, alguns parlamentares ventilaram a ideia de instalação de uma ‘CPI dos Sertanejos’, mas o presidente da Câmara, Arthur Lira, sinalizou que não há clima — nem tempo — para uma nova investigação parlamentar às vésperas da eleição. Seria realmente difícil reunir deputados em Brasília em plena campanha. Além disso, a CPI esbarraria em restrições legais para a convocação de prefeitos e secretários de Cultura, como ocorreu quando bolsonaristas tentaram convocar governadores petistas para a CPI da Pandemia. Afora o fato de que a apuração acabaria atingindo artistas simpáticos a Lula, como a cantora baiana Daniela Mercury, que fez campanha para Lula, no último Dia do Trabalho, em show bancado pela Prefeitura de São Paulo. O cachê de 100 mil reais acabou cancelado após O Antagonista ter noticiado a história. A cantora Anitta, em 2019, também foi criticada por seu cachê de 500 mil reais, em show custeado pela Prefeitura de Parintins (AM). Dias atrás, diante da repercussão dos contratos milionários dos sertanejos, ela debochou. “E eu achando que tava só fazendo uma tatuagem no tororó”, disse Anitta, numa rede social. Enquanto artistas, do lado A ou do lado B do espectro político, faturam alto às custas do erário, o pagador de impostos assiste atônito da plateia.

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  1. O pior de tudo isso é que somos importantes. A única coisa que dá pra fazer é assistir tudo isso enquanto trabalhamos e pagamos impostos para continuar sendo roubados.

  2. A única forma legitima de se incentivar e democratizar a cultura é distribuindo "vales cultura" para os beneficiários do "auxilio Brasil", permitindo aos pobres terem acesso aos espetáculos que quisessem. Esses vales cultura seriam objeto de destinação orçamentaria federal, estadual e municipal, aprovada pelo respectivos "representantes do povo", vereadores, deputados estaduais e federais. O fim da "isenção fiscal" que financia os grandes shows do Caetano, do Chico Buarque, da Daniela Mercury,

  3. Nenhuma palavra sobre a real distribuição do dinheiro. Nenhuma novidade num artigo que poderia ter estourado alguns bons escândalos nos municípios. Compilação de informações de reportagens de outros veículos.

  4. A reportagem é boa mas faltou a principal motivação para a contratação destes artistas: é o vai e vem do dinheiro. Vai pro artista e volta para os corruptos do município. Sigam o dinheiro!!!

  5. Parabéns Anitta, graças a você e sua coragem estamos desvendando a farra do boi sertanejo, faturando alto de prefeituras que não tem dinheiro para necessidades básicas.

  6. Primeiro é um absurdo chamar estes sertanejos acima citados de artistas , são produtos de uma mídia desfocada que vendem estes espetáculos enganosos a populações onde falta comida e saúde , deveriam ser presos tanto quem contrata este subproduto como os contratados . No Brasil a cada dia aparece um crime diferente com um enorme potencial destrutivo , mas m país onde não existe justiça eles fazem o Espetáculo acontecer .

  7. Cidades miseráveis e os prefeitos canalhas bancando essa corja de exploradores da miséria! Que também deveriam se envergonhar!!

  8. Fernanda Montenegro, filha, genro, Maria Betânia, irmão ,Chico Buarque, Caetano, Gilberto Gil , Marieta Savero ( dois teatros alugados, e muitos outros, tudo lei Rouanet ...F. Montenegro fazia palestras em assembléias pelo BR. Afora. Estes não precisam incentivos, desculpem...

  9. É um absurdo que prefeituras do interior pobre desse Brasil varonil contratem shows a peso de ouro enquanto a população local fica à míngua. Ótima matéria! Permitam uma sugestão: tirem o acento agudo de Aracaju, no 7° parágrafo, ele quase me cegou. Palavras oxítonas terminadas em "u" não são acentuadas, nem quando pertencem à Anita.

  10. Crianças e idosos Sem Assistência médica,e Eles Gastando dinheiro Públicos .Desumanos, A Justiça De Deus Espero.

  11. Como sempre, é a típica preocupação do brasileiro com o uso do fiofó alheio, enquanto deixa o seu próprio futuro nas mãos de seus corruptos de estimação.

    1. Pelo jeito o unico brasileiro que cuida do seu proprio fiofó é a Anitta.

  12. Que vergonha essa orgia com dinheiro público, que tanta falta faz na saúde educação saniamento básico e segurança, enquanto esses maus políticos continuarem com essa farra das finanças públicas nada mudará!aonde está o Ministério Público para dar um fim

  13. Além de ser imoral artistas enriquecer com dinheiro de deveria voltar para a sociedade ainda tem essas horríveis músicas de sertanejo.

    1. . pois é vá ver por isto a Mercury dá de graça kkkkkkkk.

  14. Não sou bolsonarista e nem lulista, mas a meu sentir, a situação dos sertanejos é totalmente diferente dos sanguessugas da Lei Rouanet. Eles estabelecem um valor para seus shows... contrata quem quer. É lei de mercado. Questionamentos devem ser dirigidos aos prefeitos, que compram os shows por altas quantias e não a quem os vende. Se ninguém pagar, os sertanejos terão que baixar seus cachês. Matéria incompleta, pois não fez uma comparação com os shows dos mesmos artistas na iniciativa privada.

  15. Parece ser farinha do mesmo saco ou se preferir, a corrupção hoje denominada RACHID FAMILICIA &CIA , está no DNA tupiniquim.

  16. Não há limites para a mediocridade desses governantes. Precisamos de uma nova ordem política! Parabéns pela matéria. Transparência já!

  17. Cachês milionários,pagos a breganejos medíocres, por prefeitos obscuros de cidadezinhas do meio do nada... Quanto deve ser o troco do prefeito, secretários, presidente da câmara etc.? 20, 30, 50%? Ou será que uma Conchinchina de Deus me Livre da Serra dessas da vida, com menos de cinqüenta mil habitantes, pagaria hum milhão ou mais a um cantor de puteiro desses, sem nenhuma comissão para essa curriola?

  18. Perfeita análise!! Artistas do lado A ou B - já consagrados - se beneficiam de algo que deveria servir para divulgar brasileiros desconhecidos que produzissem toda e qualquer manifestação artística tais como artistas plásticos, ilustradores, cenógrafos, cineastas, poetas, romancistas e etc… Trata-se de desperdício de dinheiro público bancado pelo povo!

  19. Deveria ser ilegal distribuir dinheiro público a "artistas" já "consagrados", pois é bem claro que em 99% das vezes é para showmício. Que o dinheiro destinado à cultura seja para artistas locais ou para proporcionar uma estrutura para a apresentação dos mesmos, e não para esses imorais e mercenários.

  20. Texto perfeito, artistas do lado A e do lado B se beneficiam e nós pagadores de impostos ficamos assistindo atônitos… e, pelo visto, sem risco de melhora. Pelo apoio às expressões culturais mas para quem realmente precisa, não para estrelados, com amplo espaço já conquistado na mídia.

  21. Há artistas "nem tanto na crista da onda" que só fazem shows pagos por prefeituras do interior. Por exemplo, 200 mil = 80 mil pelo show, 35 mil pela nota fiscal e o resto é o troco.

  22. Em um pais fudido como o nosso , nenhum dinheiro publico deveria ser gasto com os esses artistas de merda . Estes milhões de reais deveriam ser gastos no saneamemto básico e na educação. Estes milhões deveriam

  23. A pilantragem do povo brasileiro não se reflete só na classe política, mas também na mediocridade e hipocrisia desses "artistinhas" de m3rd4.

  24. Algo que nào consigo entender.. ou sub-entender.. alguem aí já reclamou, ou sequer notou, dos milhões que Ivete, Caetano, Gil, daniela Mercury, Chico Buarque e tantos outros faturaram das gangues que cuidavam da “cultura” (só pros “cumpanhêros”)” dos anos 2000 em diante?

    1. Todo mundo sabe q essa turma de artista de esquerda são uns malas e se esbaldaram. Agora o X da questão é um outro artista vim cornetas, sendo q tb está sugando. Hipocrisia!

  25. Os petistas mamaram, agora os bolsonaristas. Para dizer tantas bobagens e justificativas, não necessitava de uma reportagem do tamanho do trem de transporte de minério da Vale.

  26. Ad diferenças nos valores tzmbém salta aos olhos. Seria ótimo colocar transparência nessas contratações, independentemente do mérito da alegada necessidade de diversão para o público

  27. A culpa não é dos artistas do seguimento A ou B, e sim das prefeituras e governos estaduais e Federais que os contratam e pagam os valores desproporcionais usando recuusos públicos que deveriam ser usados na saúde e educação do povo. O ministério público deveria processá-los e cobrar que os candidatos sejam impedidos ou paguem do próprio bolso. Assim acaba a farra.

  28. Sinto nojo desses artistas que não tem um pingo de ética para abrir mão de seus mega-cachês em prol de novos profissionais. Esse Caetano Veloso (e outros veteranos de igual estirpe) e seu eterno amor por Lula, esses sertanejos pelo BOZO. Deviam ter vergonha

  29. O crítico musical deu outro caminho. Follow the money. Disse q fundos de investimentos compram os shows dos artistas com maior potencial de mercado, pagando antecipado, depois os revendem. Tem mais lógica, porque estes fundos podem fazer doações políticas aos q viabilizaram o negócio através de emendas parlamentares. Follow the money. (Talvez seja um novo jeito de roubar o erário de forma legal).

  30. Q bacana, Roberto! Deve ser coisa do gosto de qm manda, só pode! (Como, eleição após outra, muita gnte ruim entra nas câmaras e congressos...).Os poucos shows diferenciados e gratuitos q tive a oportunidade de ir (antes das minhas pequenas..), eram lotados e, qdo em locais fechados, os ingressos se esgotavam num suspiro! Sempre c críticas muito boas! Estão raros, infelizmente! E, parece q, gostar do gênero q ñ passa na tv, é, por si só, motivo de zoeira por parte dessa massa, cujo gosto assusta!

    1. quem elege para o congresso fia? eu .. tu .. e o rabo do tatu ... qual a novidade isto aqui virou a velha Roma o puteiro dos césares ditadores perpétuos e onipotentes como os do STF a dar ao povo pão dormido e circo onde escravos morriam para a orgia das "zelite" não no Coliseu mas na mansão de Itapoã de um amigo é claro .. só falta mesmo compartilhar a "comida" aí democraticamente.

    1. travou kkkk... Porque nos falta senso de coletividade, somos uma nação de individualistas em que cada um só pensa em si.

  31. Meu LIVRO “O INROTULÁVEL”. Link de acesso: https://www.amazon.com.br/dp/B09HP2F1QS/ref=cm_sw_r_wa_awdo_PQSA5Z6AXXH2SX16NH87 #MOROouNULO: o ACORDÃO dos DEGENERADOS MORAIS para EVITAR o IMPEACHMENT do BOLSONARO e TIRAR LULA da CADEIA! os EXEMPLOS EXECRÁVEIS que uma SOCIEDADE tão CORRUPTA é capaz de produzir! Em 2022 SÉRGIO MORO “PRESIDENTE LAVA JATO PURO SANGUE!” Triunfaremos! Sir Claiton

    1. Que camarada chato. Todo comentário é propaganda desse livro! Arruma uma trouxa de roupa para lavar!

  32. Em suma, nossos artistas que já estão bem de vida, sejam de direita ou de esquerda, não valem o que defecam. Brasil, país das oportunidades e dos oportunistas.

  33. Esses artistas se tivessem um pouco de decência recusariam qualquer contrato com esses políticos, pois eles sabem muito bem que o dinheiro público usado para pagar seus caches poderiam ser usado em educação, saúde e saneamento básico. Portanto são também responsáveis pelos péssimos serviços públicos em nosso país, bem como a corrupção.

    1. Aiaiai.. qta inocência.. jovem,Suécia é Suécia.. Brasil é Brasil.. esse teu sonho é deveras uma verdadeira utopia..nada mais a comentar..

  34. Não se trata de "istas" mas da roubalheira da pior politicalha de nossa história uma triste e cruel quase unanimidade ... e o pior artistas se contratam sem licitação e acordo com sua "habilidade" fatura-se cachê de RC a Zés Buxins come metade e tá feito ... qualquer um sabe que a roubalheira nisto é incomensurável.

    1. Pois é..e se fosse dois milhões?.. rsrs

  35. Bom jornalismo! A espera de que o povo saiba para que, trabalha até o mês de maio- somente para pagar impostos- e cobrar por isto.

  36. O que mais tem neste chamado "meio artístico" são hipócritas, todos querem as benesses do estado, o que muda é a forma da grana chegar até eles, o resto é mimimi....

  37. Seria interessante fazer um paralelo entre o valor cobrado das prefeituras por esses artistas e o valor que eles cobram em eventos bancados pela iniciativa privada.

  38. Li a matéria e pergunto: foi descoberto algo de ilícito nos contratos? Ou foi determinada a participação do governo federal nos contratos, com exceção da dupla citada que usou dinheiro da Lei Rouanet? Porque as prefeituras sempre contrataram artistas para shows com seu dinheiro. Qual a novidade?

    1. Beleza. Então os artistas não devem mais cantar em municípios, é isso? Fala sério!

    2. A novidade seria esses -todos- artistas cuidarem de seus lucros e o dinheiro dos impostos irem para os serviços à população.

  39. Nesses contratos prefeitura e sertanejos tem jacutinga. Os artistas não devem receber tudo isso.Uma cifra deve ir para a outra parte, pelo caixa dois, acho.Não tem nada de extraordinário. Isso é costumeiro, há muito tempo.Os políticos agem como o país fosse um butim.Deturpam os verdadeiros valores humanos.

  40. Uma coisa é Rouanet,outra é dinheiro municipal. Essa farra com o dinheiro dos municípios sempre existiu,aqui em Fortaleza o réveillon é extravagante,artistas do mais alto escalão com cachês gordos e a saúde pública miserável!!! Calma não confundamos alhos com bugalhos!Qdo se dá uma notícia para confundir se chama desonestidade intelectual.

    1. Alguns artistas se tornaram a Odebrech 🤮🤮🤮 Sergio Moro venha colocá-los todos na cadeia !!!!

    2. Tem razão. No comparativo, em relação ao dinheiro público, seis é igual a meia dúzia.

  41. Dinheiro da Lei Roaunet é uma coisa,ou seja,federal,dinheiro das prefeituras é municipal.Há muito tempo as prefeituras fazem essa farra,aqui em Fortaleza shows de réveillon são caríssimos!!! Vamos colocar os pontos nos iiii ! Acho um desperdício com o dinheiro público mas jogar isso no governo federal é má fé,sejamos sensatos, não confundamos alhos com bugalhos

    1. Lucia, não foi jogado no governo federal a culpa, mas sim a atitude sínica de criticar os artistas de esquerda que saqueiam o governo federal pela Lei Rouanet (aqueles que não precisam) versos não criticar os sertanejos bolsonaristas que saqueiam as prefeituras. E em outras mídias está que algumas dessas verbas de prefeituras são de emendas parlamentares.

    2. O dinheiro da Prefeitura não cai do céu, vem do Estado ou do Governo Federal. O dinheiro que está sendo gasto em show poderia estar sendo aplicado em saúde e educação, por exemplo. Pena que muitos preferem um show do que melhores condições de vida!

    3. As prefeituras procuram os artistas,sempre foi assim desde Roma antiga,Circo e Pão.Afinal os artistas estão para fazer o show,as prefeituras os procuram, não persigam os artistas que apóiam o presidente.

  42. É triste, mas é assim mesmo que funciona. Moradores de cidades de todos os tamanhos e igual ignorância se deleitam com os shows "gratuitos" de artistas famosos, sustentados pela lei que foi feita para ajudar aos artistas fracos e oprimidos.

  43. Não ouço músicas, não compro qualquer mídia e menos ainda vou a shows de pessoas de valores e comportamentos tão detestáveis.

  44. Não existe polarização. Não há disputa ideológica, programática. Tudo farinha do mesmo saco! São dois grupos com interesses opostos, mesquinhos, não republicanos. Querem o poder pelo poder!

  45. Sou produtor há 30 anos da BANDA MANTIQUEIRA. Grupo paulistano de música instrumental. Todos os seus 15 integrantes são formados em conservatórios ou em escolas de música. Teve discos nominados ao Grammy e ao Grammy Latino. Fez concertos nos Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Portugal, Argentina, Colômbia e Uruguai. Não consigo contrato para tocar em cidades do estado de São Paulo cobrando um cachê de R$ 35 mil, colocado. Alguma coisa está errada com nossa cultura, né não?

    1. É que vocês não são corruptos e não aceitam devolver mais da metade do cachet para o prefeito !! SERGIO MORO , cadê você???

    2. Aqui só porcaria faz sucesso! Daí os políticos aproveitam a "popularidade" destes artistas de arraque.

    3. Roberto, esse país infelizmente é o produto do interesse destes imbecis que comandam e aos quais interessa a persistência da ignorância. Qualquer coisa inteligente e de valor, é Pérola aos Porcos.

    4. Roberto… tudo muito triste neste país . E os que condenam a Rouanet criaram outros mecanismos para fazer a mesma coisa.

    5. Simples, Roberto. A banda não é "famosa". Ainda não tenho o teu currículo musical, mas como produtor do Clube do Samba Enredo, vivo o mesmo problema no Rio de Janeiro. E olha que os intérpretes do grupo musical, são os mesmos das grandes escolas de samba. É muito caro ouvir samba enredo de forma clássica e de qualidade.

  46. É muita hipocrisia, mas se o sujeito, de fato, alardeou no palco q seu show foi pago c dinheiro público, é burrice tb! Acho q qm está atônito, é qm ñ conseguiu eleger seus candidatos, qm vive de forma honesta e busca entender o q está se passando na sociedade p ñ sair despejando asneiras vazias p qm nem quer ouvir! Os outros, q, sabe-se lá porquê, precisam de um ídolo p idolatrar, ñ estão atônitos e nem estão cobrando! Vão p os shows curtem, aplaudem e, ainda rebolam p o estarrecimento alheio.

  47. Parintins (MA) ou (AM)? ... Somente para dirimir dúvida. Podem ter digitado errado ou não conheço a Parintins (MA). ... Sorry.

    1. Com certeza foi erro de digitação. Também reparei no erro quando li a matéria. Parintins é importante cidade do estado do Amazonas.

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