MarioSabino

As Julianas de Dallagnol

30.08.19

Estou em Portugal. Não física, mas intelectualmente. Em Portugal do século XVII. Ordenações Filipinas, Livro V, capítulo Dos que Abrem as Cartas Del-Rei ou da Rainha, Ou de Outras Pessoas:

“Qualquer que abrir nossa carta assinada por nós, em que se contenham coisas de segredo que especialmente pertençam à guarda de nossa pessoa ou estado, ou da rainha minha mulher, ou do príncipe meu filho, ou à guarda e defesa de nossos reinos, e descobrir o segredo dela, do que a nós poderia vir algum prejuízo ou desserviço, mandamos que morra por isso.”

El-Rei acrescenta:

“E os que abrirem as cartas de outras pessoas serão punidos segundo a qualidade das pessoas que as enviarem e a quem forem enviadas, e ao que nelas for conteúdo e da pessoa que as abrir.”

Eu mandaria um exemplar das Ordenações Filipinas para Walter Delgatti Neto, o estelionatário e hacker que agora é tratado como “estudante de Direito” pela Folha de S. Paulo. Só para mostrar como ele tem sorte de viver numa democracia — e leniente —como a brasileira, não numa monarquia absolutista ou “ditadura da República de Curitiba”, como quer fazer crer o afável ministro Gilmar Mendes, alfacinha de coração. Fosse pelo código legal português promulgado em 1603, por Filipe I, e que permaneceu em vigor até 1830, ele já estaria de língua para fora, pendurado pelo pescoço. Delgatti Neto, bem entendido.

Longe de mim sugerir que se volte a enforcar violadores de correspondência. Mas o que era considerado crime há quatrocentos anos por El-Rei de Portugal continua a ser crime hoje no Brasil independente. Vá lá na Constituição Federal, que norteia o Código Penal. Está logo no artigo quinto, inciso XII:

“É inviolável o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.”

O inciso X também é instrutivo:

“São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.”

Nada disso, contudo, vem sendo respeitado no caso da invasão do Telegram do procurador Deltan Dallagnol. Deve ser porque “gente ordinária”, como diz o gentil ministro Gilmar Mendes, merece ser expulsa do abrigo constitucional e tratada com certo relativismo, num eco das Ordenações Filipinas— “segundo a qualidade” de cada um. De qualquer forma, a Constituição Federal encontra-se momentaneamente suspensa, desde que El-Rei Dias Toffoli ordenou a instauração daquele inquérito sigiloso e ilegal que censurou a Crusoé por ter publicado uma reportagem baseada em documento público que desagradou a El-Rei — e me levou para a frente de um delegado da PF. As últimas de Brasília dão conta de que voltaremos ao Estado de Direito em dezembro, quando o inquérito sigiloso e ilegal chegar ao fim, se El-Rei não adiá-lo de novo.

A violação de correspondência e toda a sua vileza são o tema de um grande romance da nossa língua cada vez mais inculta e menos bela: O Primo Basílio, de Eça de Queiroz. Portugal, agora em 1878. Luísa, burguesa casada com o engenheiro Jorge, tem um caso amoroso com o Basílio do título, um dândi sem escrúpulos. A empregada do casal, Juliana, rouba uma carta de Basílio para Luísa e chantageia a patroa ameaçando publicá-la. Juliana faz-se de coitada, mas é rancorosa, acha que o mundo tem dívidas com ela. A descrição de Eça é terrível:

“A necessidade de se constranger trouxe-lhe o hábito de odiar: odiou sobretudo as patroas, com um ódio irracional e pueril. Tivera-as ricas, com palacetes, e pobres, mulheres de empregados, velhas e raparigas, coléricas e pacientes; — odiava a todas, sem diferença. É patroa e basta! Pela mais simples palavra, pelo ato mais trivial! Se as via sentadas: — Ainda refestela-se, que a moura trabalha! Se as via sair: — Vai-te, a negra cá fica no buraco! Cada riso delas era uma ofensa à sua tristeza doentia; cada vestido novo uma afronta ao seu velho vestido de merino tingido. Detestava-as na alegria dos filhos e nas prosperidades da casa. Rogava-lhes pragas. Se os amos tinham um dia de contrariedade, ou via as caras tristes, cantarolava todo o dia em voz de falsete a Carta Adorada! Com que gosto trazia a conta retardada dum credor impaciente, quando pressentia embaraços na casa! ‘Este papel! — gritava com uma voz estridente — diz que não se vai embora sem uma resposta!’ Todos os lutos a deleitavam — e sob o xale preto, que lhe tinham comprado, tinha palpitações de regozijo. Tinha visto morrer criancinhas, e nem a aflição das mães a comover; encolhia os ombros: ‘Vai dali, vai fazer outro, Cabras!’”

Juliana tem palpitações de regozijo quando lê as palavras amorosas de Basílio a Luísa. A chantagem tem lá prazeres extras. Imagino palpitar idêntico nas Julianas que conservam as mensagens de Deltan Dallagnol. É procurador da Lava Jato e basta! As Julianas estão livres da punição prevista pelas Ordenações Filipinas graças à democracia. Estão livres da Constituição Federal e do Código Penal graças à chantagem travestida de interesse público e liberdade de imprensa. Estão livres porque não temos um Eça de Queiroz para imortalizar o seu ódio irracional e pueril.

Precisamos ao menos de um Eça de Queiroz.

Já é assinante?

Continue sua leitura!

E aproveite o melhor do jornalismo investigativo.

O maior e mais influente site de política do Brasil. Venha para o Jornalismo independente!

Assine a Crusoé

CONFIRA O QUE VOCÊ GANHA ASSINANDO O COMBO

  • 1 ano de acesso à CRUSOÉ com a Edição da Semana: reportagens investigativas aprofundadas, publicadas às sextas-feiras, e Diário, com atualizações de segunda a domingo
  • 1 ano de acesso a O ANTAGONISTA+: a eletrizante cobertura política 24 horas por dia do site MAIS conteúdos exclusivos e SEM PUBLICIDADE
  • Artigos Exclusivos de Diogo Mainardi, Mario Sabino, Ruy Goiaba, Carlos Fernando Lima e equipe
  • Newsletters Exclusivas

Os comentários não representam a opinião do site. A responsabilidade é do autor da mensagem. Em respeito a todos os leitores, não são publicados comentários que contenham palavras ou conteúdos ofensivos.

500
  1. O ódio de juliana é de origem psicológica, o dos contra a Lava-jato é porque queriam continuar roubando... perderam a boca....

  2. Que análise! Que leitura, interessante, agradável, curiosa e certeira! Demorei para ler devido ao desânimo com o crescente dos idiotas inúteis, mas valeu a per.

  3. Meu caro Sabino, sua comparação entre os Reis de outrora e os reis atuais não poderia ser mais verdadeira. O ódio de Juliana também se sente nesses dias de hoje daqueles que odeiam apenas porque o odiado é justo. Texto maravilhoso de se ler.

  4. Um dos prazeres de se assinar essa revista, é a leitura da sua coluna. Parabéns mais uma vez. obs. fui leitor obsessivo do Eça em minha juventude.

  5. Viva a Cidadã de 88 e todos os seus sucedâneos ... conseguimos finalmente formatar e dar corpo a condição de "bandido-cidadão" ou "cidadão-bandido", a ordem neste caso é irrelevante. Desejo boa sorte a todos vocês, como eu, cidadãos de segunda categoria... cujos limites morais são inegociáveis ...

    1. Deixe-me igualar a você na segunda categoria de cidadãos de e limites morais...

  6. Ler esse artigo, justamente no dia em que um dos "julianas". vai ser entrevistado no "Roda Viva", deixa-nos mais desalentado. Uma bancada de jornalistas corroborando a torpeza de um receptador, mostra a inversão de valores a que estamos submetidos. Entre os entrevistadores, deviamos ter um Eça, ou alguém da Crusoé

  7. Belíssimo texto, um confronto intelectual a falsa cultura de um Supremo cada vez mais Ínfimo por suas atitudes e o desrespeito ao povo brasileiro.

  8. Vivemos momentos de teratologia pura de um direito puramente unilateral de uma corte, onde faz-se o papel de bobo desta corte, os miseráveis brasileiros desta corte asquerosa.

  9. Nosso supremo principalmente a segunda turma reescreve as leis conforme a necessidade do momento e do paciente, segundo se depreende das atitudes oportunas em certas decisões, e segundo o comportamento de alguns membros que se acham deuses e agindo de um olímpo inatingível .

  10. Muito legal. De minha parte estou do lado do El-Rei sobre Ordenações de Filipinas. A justiça brasileira é um campo para filigranas. Chego a pensar que foi dela que surgiu o jeitinho brasileiro. O nosso STF é uma espécie de Dinamarca. Há algo de podre em seu reino.

  11. Lembro também que Filipe I era Rei de Espanha, cuja rainha era sim portuguesa.... A vacância na corte portuguesa criou essa situação inusitada seguida dos Reinados dos Filipes II e III , com os Portugueses voltando a reinar a partir de 1630 . Na verdade, no período "filipino" como ficou conhecido, as ordens eram espanholas apesar de permanecer a soberania de Portugal.

  12. Excelente contextualização! Esse é o Brasil em que vivemos, onde para as "Julianas" e seus mecenas é melhor que os crimes cometidos sejam esquecidos e não apurados em favor do excesso de formalismo das leis, às vezes por eles mesmos criados.

    1. fazes bom uso da pena (hoje, teclado) ao discorrer os fatos na língua dos seus ancestrais, os sabinos, que habitavam as montanhas do Lácio

  13. Texto primoroso! Muito inspirado. Um tapa com luvas de pelica ( já que nos referimos a Eça e seu tempo) nos farsantes "democráticos " . 👏👏👏👏👏

  14. Pior. Até pelo nosso Queiroz famoso perdemos feio para Portugal! Triste nosso país por ter hoje a espécie de "gente extraordinária" que domina o stf e no comando do congresso.

  15. Espetacular o seu texto como sempre! As “Julianas” do STF que tem imensa inveja, porque nunca conseguiram fazer um trabalho tão importante para o Brasil, como foi o dos procuradores, Juiz e PF. Apenas esta gente do STF se esconde e trabalha para os seus bolsos

  16. Parabéns Sabino, excelente, obriga-nos a pensar, sugere e esclarece. Vou reler " O primo Basílio" e, agora, com outros olhos

    1. Sr Mário Sabino crônica genial como está renova o prazer da leitura e aprendizado. Sensacional !!!

  17. Coisa linda e profunda. Lendo-a minha mente se confunde entre o passado e o presente, sem distinguir com perfeição da qual estamos tratando. Trabalho maravilhoso e digno de compartilhar e salvar !

  18. Palmas! Seus textos são uma alegria: inteligentes no conteúdo e forma. Um alento no mar de bobagens e idiotices que afogam a imprensa brasileira atual, e os infelizes leitores dos jornalões. Felizmente existem a Crusoé, o Antagonista e alguns blogs, nossas ilhas...

  19. "Juliana" está sendo muito bem paga, pois os interessados ainda tem muito dinheiro (roubado) guardado para pagar Azevedos , Bergamos e Schwartzmans

  20. A Folha de SP virou um jornaleco de Sindicato. Cancelei minha assinatura de anos por entender que estão defendendo Bandidos. Como pode apoiar mensagens (que aliás não traz nada de ilegal), de pessoas que querem limpar o Brasil. Deve ter dinheiro nisso !. A Folha é um lixo !

  21. Mais uma vez parabéns Mário Sabino,os Senadores que são favoraveis a CPI da Lava Toga tem que ler seu artigo ,fantástico.muito obrigada. outras pessoas

  22. Mário Sabino, é bom mesmo romancear e nos levar à literatura histórica do século XVII, porque está difícil mesmo enfrentar essa ditadura do STF e toda a sua inversão de valores constitucionais por esse órgão promovida .

  23. TEXTO EXCELENTE!!! SE FOSSEM DADAS A TODO POVO BRASILEIRO AMPLAS OPORTUNIDADES DE SER INTELECTUALMENTE BEM FORMADO, ESSE HACKER DESOCUPADO JÁ ESTARIA PLENAMENTE DESACREDITADO, OBJETO DE ESCÁRNIO, DEVIDAMENTE PROCESSADO E ENGAIOLADO, DE PREFERÊNCIA NA MESMA CELA COM CERTO ELEMENTO QUE JÁ DISSE, COM TODAS AS LETRAS, QUE SEUS PARES SÃO PESSOAS "SEM PEDIGREE". TRISTE FOI NENHUM DELES TER PROTESTADO, O QUE ATÉ PODE SIGNIFICAR QUE ESTÃO DE PLENO ACORDO!!! E O POVO PAGANDO.

    1. Fiz igual a Erenice, gostei tanto do texto q li todos os comentários. Parabéns, Mário Sabino, por essa extraordinária comparação. Mostra o tamanho de sua cultura e de sua capacidade jornalistica

  24. Será que a mineira do STF Julianou? O Romance literário de sua vida terá reviravoltas? Espero que sim! O final esperado é "E foi feliz para sempre"

  25. Ótimo texto! Como é bom ler textos assim, que mostram o conhecimento de mundo do escritor e sua competência em estabelecer relações que fazem o leitor mergulhar numa rede de relações interessantíssimas. Parabéns!

  26. Pois é vexatório ver grandes nomes da mídia nacional babando de prazer pela leitura de cópias de conversas triviais roubadas de seus proprietários. Que gentalha...

    1. Caubi, eu diria "grandes nomes" entre aspas. Nessa semana foram desmascarados muitos que se regozijavam com o dinheiro suado dos pobres pagadores de impostos.

  27. Sabino, não pude me furtar a uma primeira leitura saboreando a sua literariedade. Deliciosa! Só depois, reli pra concordar com você e imaginar as julianas do STF roendo os cotovelos ao ler sua coluna. Você é o nosso Eça, Sabino. Sempre um prazer lê-lo.

  28. Adorei a comparação....evoluímos muito pouco, considerado o tempo..nos resta a frase: " Vai dali, vai fazer outros, Gilmar.

  29. As julianas do serviço público que se fingem de vítimas do "desmonte" ou da "interferência" governamental, alimentam um ódio intrínseco contra todos os que ameaçam seu privilégios. Elas vingam-se vazando informações sigilosas, com a simpatia de incautos que vêem o gesto como ato heroico. Nós brasileiros temos dificuldade em assimilar valores da civilização ocidental, tais como a privacidade e a propriedade privada.

  30. Bela analogia, Sabino, só acho que o povo brasileiro deveria nesses tempos de soberba de alguns ministros do STF onde conspiram unissonos contra a Lava Jato, se inspirar no povo de Hong Kong que valente e decididamente vai a luta literalmente pra conquistar seus ideais democráticos. Aqui fala_se muito e age_se pouco.

    1. Exatamente somos culpados, deveríamos tirá-los com uma manifestação sem descanso! Mas no Brasil basta passar um trio elétrico e uns ambulantes vendendo bebidas falsificadas ,que tudo vira carnaval!!!

    1. Parabéns Sabino!!! Você conseguiu fazer um paralelo perfeito entre a Juliana de Eça de Queiroz com as nossas Julianas. Verdadeiros psicopatas.

  31. Brilhante! O ódio de Juliana ecoa em cada acusação feita a Moro e Dallagnol. Também ocupa os corações de todos que tratam a invasão dos hackers e a publicação do material como se não fosse crime.

  32. Excelente! Me pergunto sempre. O que BBCBrasil e Folha ganham com entrevistas e matérias nesse nível que veem fazendo ? El Pais, já sabemos. Intercept Brasil, tambem. E Band News, devido às últimas declarações de Johnny Saad, podemos imaginar... Continuem meninos! Por favo!

  33. Nobre Senhor Sabino,cuidado em crônicar,vai que o Sr gilmar raciocina e entende as semelhanças e nos priva de suas crônicas semanais (de novo vai a PF). O sr gilmar só tem inveja do Sr Moro e do Sr Dellagnol, não pq são competentes e capazes e sim pela suas juventudes,pois terão longa vida em suas carreiras para fazer valer o Povo digno de nosso Brasil.

  34. Juliana apresenta muitas facetas de um Gilmar Mendes despeitado com a capacidade do Juiz Sergio Moro e a combatividade de Dallagnol. A falta de coerência decorrente do rancor sem freios é evidente quando o Ministro trata como aceitável a invasão de privacidade de seus desafetos, mas estrila e pede ajuda do El-Rei para impedir que a sua própria privacidade e a de sua esposa ou da esposa de El-Rei sejam também devassadas

  35. A inveja e o olho gordo provocam dor tão intensa, que inspira imperdoáveis atitudes criminosas, tresloucadas e nojentas, quer venham de julianas ou de espiões apátridas vendidos...

  36. Eça de Queiroz tinha um quê de Nostradamus, com certeza. Conseguiu retratar, na invejosa e maldosa serviçal Gilmar, tudo o que vemos hoje no boquirroto e invejoso ministro Juliana Mendes. Ou, talvez, o nosso lusófilo ministro tenha lido a obra do Eça e, imediatamente se identificou com a pérfida personagem, e resolveu adotar seu estilo venenoso.

  37. O general Medeiros, aquele do tempo dos Medicis, já dizia: cacete não faz milagre, mas é um santo remédio. Nesses tempos do politicamente correto, não se pode mais dizer essa coisas. Mas que funciona, funciona.

  38. Quanta beleza em suas inteligentes e elegantes analogias.Existem muitas Julianas a te invejar, as maiores as que te fizeram ir a frente de um delegado e ter ainda mais inspiração. Deve existir um(a) Juliano(a) de posse não de uma carta mas de algo mais moderno sobre o alfacinha de coração. Daqui torcendo sempre.

  39. ...E não parece difícil prever que sob seus xales (ou seriam capas?) pretos, terão palpitações ainda mais odientas e rancorosas por não poderem "desinventar" um Eça de Queiroz e nem calar em definitivo um Mario Sabino que tão bem o traduz e revive aos nossos dias. Obrigado!

  40. Puta que pariu! Você é foda, cara. Desculpe o vocabulário chulo, mas é a expressão que melhor define minha admiração pelo teu trabalho. Essa, essa, essa, o Sabino é o nosso Eça.

    1. Boa Márcio! Qta sutileza cirúrgica no texto de Sabino. Desculpas, mas tenho q repetir: “Essa,essa,essa, o Sabino é nosso Eça”.

  41. Tenho imenso prazer em ler seus textos!! Fantástico!! As comparações com “Julianas” são literalmente de uma mente privilegiada!! Parabéns!!!

  42. Li o artigo e o considerei brilhante. Parabéns pelo senso de oportunidade trazendo para hoje registros históricos ainda representativos no cenário sócio-político da atualidade.

  43. Texto esclarecedor e irretocável. Sensibilizado que estou com a vergonha que nos é imposta pelo STF o texto quase me leva às lágrimas. Parabéns.

  44. Excelente, impecável!! Quero uma coletânea de tuas crônicas em livro para presentear todos os meus. Parabéns e obrigada pela oportunidade de ter excelente leitura!

  45. Li 2 livros do autor : um foi justamente esse, O Primo Basílio e o outro “O Crime do Padre Amaro”. Fiquei fascinada e ao mesmo tempo com a leve impressão que o Brasil está cheio dos seus personagens, mas não havia me dado conta de que nos falta um Eça! Obrigada Mário, é uma excelente reflexão.

  46. PQP Mario, você é phoda, isso que é jornalista culto, preciso, contundente... assim as julianinhas e oso nobrezinhos do stf, tipo tofolinho, gilmarzinho, são tão pequenos e medíocres que devem morder a fronha de óóódggioo de você..

  47. Excelente, Mário! O arbítrio promovido pelo STF é tão absurdo, que custo a acreditar que ainda não tenha ocorrido uma rebelião popular. Uma hora o copo transborda...

  48. “Cortem-lhes a cabeça!” diria a rainha de copas do conto de Alice no país da maravilhas. O mesmo se observa no STF, que vive no país da maravilhas, regado a vinhos premiados e lagosta.

  49. Eta, Mario Sabino! Amoooooooo ler suas crônicas, sua capacidade de garimpar a história para explicar o presente. Que delícia buscar em Eça os fios de sua tessitura . Parabéns! Vc é o máximo!

  50. Não temos um Eça. ...mas Temos Mário Sabino...Diogo Mainardi e Cláudio Dantas...cada um na sua habilidade e inteligência de escrever e explicar os fatos do cotidiano na politica brasileira. Estes são bons e não são de séculos passados....São atuais....Cordiais saudações

  51. O Ministério Público do Rio de Janeiro e a Receita Federal também andam precisando de um exemplar das Ordenações Filipinas. Aliás, a estrutura do Coaf foi transferida para o Banco Central, a pedido de Paulo Guedes, exatamente por causa do histórico de vazamentos de dados bancários e fiscais da Receita Federal. Ao contrário do que a Crusoé especula, a UIF (ex-Coaf) está em boas mãos.

  52. Mário, que comparação feliz! Que texto maravilhoso! Sinto-me vingada com essa coluna. O Brasil está muito chato, são tantos os erros e absurdos mas vc me presenteia como essa obra prima. Muito obrigada.

  53. Sem palavras para fazer o merecido elogio a esse artigo, tudo que eu disser será pouco...sim, é nessa hora que eu também precisaria de um Eça a me traduzir a admiração por seus escritos.

  54. Ler seu texto e comparar com o nível de alguns comentários a que somos expostos nesta revista, me remete à aves e as minhocas, enquanto as primeiras voam majestosamente por entre as nuvens , as ultimas rastejam por entre os buracos e esgotos da terra. Que bom que as minhocas não sabem voar!

    1. Não gosto de seres que rastejam, prefiro os pássaros, que são lindos, livres , e papam as minhocas! kkkk Mas gosto não se discute, quem prefere as minhocas que fique com elas , bom proveito, eu continuo com os pássaros!

    2. São úteis dentro do seu habitat, assim como certos comentaristas que também são muito "úteis" ao habitat deles . A analogia se refere ao habitat , visto que q

    3. presença de minhocas é sinal de terra fértil e saudável....analogia infeliz!

    4. Péssima comparação entre as benfeitoras minhocas e deletérios vermes...

  55. Momento cultural espetacular, definitivamente nós, brasileiros ainda teremos no DNA o ranço colonizador descrito por Eça ainda por séculos

  56. PARABÉNS MÁRIO " SÁBIO" PELO MARAVILHOSO TEXTO. NÃO PODERIA TER FEITO ANALOGIA MELHOR. QUANTA CATEGORIA!!! CULTURA É BOM DEMAIS!!! MAIS UMA VEZ , PARABÉNS!!! ADORA LER TEXTOS INTELIGENTES ONDE SE XINGA COM CLASSE JÁ EU NÃO TENHO A MESMA EXPERTISE. NA VERDADE , NÃO AGUENTO. XINGO LOGO DE FDP ESSE " ministro" E SUA CORJA SUJA DE ESTERCO PORTUGUÊS.

  57. Parabéns Sabino, utilizar Eça de Queiroz, especialmente em "O Primo Basílio" neste texto foi brilhante! Com o ganho adicional de me trazer à lembrança um livro que foi um marco na juventude!

  58. Alfacinha de coração! Esse soubriquet (apelido) pegou forte. Fui atrás e li sobre as relações com Portugal. Sensacional. Vai colar. Quanto a precisarmos de um Eça não sei não. Ele pode estar “reencarnado” com outros nomes. Obrigado pela melhor texto da Crusoé. Abraço

  59. Só por este texto já valeria a assinatura da Crusoé, quanto estudo, pesquisa e tempo investido foram necessários? As outras matérias vêm de presente!

    1. Verdade, um texto exemplar, e que deveria ser declamado no plenário de um certo STF nada exemplar. Amplexos.

    2. Concordo plenamente, Renato. Em apoio para não repetir o que tão bem pensaste. Abraço

    1. Texto impecável! Parabéns Sabino! Sempre muito bom saber que a Crusoé conta com cabeças tão inteligentes como você

Mais notícias
Assine agora
TOPO