Reprodução

A guerra que ameaça o mundo

Movido pelo nacionalismo anacrônico e pela vingança, Vladimir Putin rompe com a lei internacional ao invadir a Ucrânia e expõe a fragilidade da Europa
24.02.22

Na mesma madrugada em que ordenou disparos de mísseis, bombardeios de aviões e de helicópteros e incursões de tanques contra diversas cidades da Ucrânia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, divulgou um vídeo na televisão em que anunciou uma “operação militar” para “desmilitarizar e desnazificar” o país. Também ameaçou que, se nações ocidentais caíssem na tentação de se intrometer nos eventos em andamento ou ameaçassem a Rússia, isso levaria a consequências nunca vistas na história. “Todas as decisões já foram tomadas”, disse o autocrata. “A verdade está do lado da Rússia.”

Não há nada que possa justificar uma invasão a um país pacífico como a Ucrânia, que após sua independência, em 1991, abriu mão de seu arsenal nuclear e tem experimentado uma democracia com alternância de poder. Aterrorizadas, 100 mil pessoas fugiram da capital, Kiev, apenas nesta quinta-feira, segundo a ONU, sem saber por que o país estava sendo invadido. Tampouco o governo, liderado pelo ex-comediante Vladimir Zelensky, fez algo de concreto que pudesse ser usado como pretexto para uma incursão militar da Rússia.

Putin, contudo, adotou uma realidade paralela, fabricada por ele mesmo e espalhada por veículos de propaganda financiados pelo Kremlin ao redor do mundo. Na sua versão da história, os cidadãos ucranianos que vivem nas regiões do leste da Ucrânia estavam sendo vítimas de um genocídio, levado a cabo por milícias nazistas apoiadas pelo governo de Kiev. É uma farsa. Horas depois do anúncio de Putin, o presidente Zelensky, que é judeu, colocou os fatos em seus devidos lugares: “Como pode um povo que deu mais de 8 milhões de vidas pela vitória sobre o nazismo apoiar o nazismo? Como posso ser nazista? Diga isso ao meu avô, que passou toda a guerra na infantaria soviética, e depois morreu coronel na Ucrânia independente”. Nas redes sociais, Zelensky foi além e inverteu a mensagem de Putin: “A Rússia atacou traiçoeiramente nosso estado pela manhã, como a Alemanha nazista fez na Segunda Guerra Mundial”.

Putin tentou ludibriar as potências ocidentais com falsas promessas de diplomacia e procura atrair o apoio de governantes incautos ou ignorantes, como o presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Essa falta de compromisso com a verdade faz com que, no Kremlin, decisões tomadas de antemão sejam apresentadas como recentes. Tudo é parte de um teatro pensado para espalhar uma narrativa falsa. Ao anunciar a invasão, na madrugada da quinta, 24, Putin estava com o mesmo terno e gravata que usou em outro vídeo, divulgado na segunda, 21, em que declarou como estados soberanos as regiões de Donetsk e Luhansk, ambas localizadas em Donbas, no leste da Ucrânia. A decisão, portanto, já tinha sido tomada.

No evento televisivo da segunda, Putin contou com a presença de dois fantoches que se denominam separatistas. Um deles é Denis Pushilin, envolvido em fraudes com pirâmides financeiras e líder da autoproclamada República Popular de Donestk. O outro é Leonid Pacechnik, um ex-membro do serviço de segurança e agora chefe da autoproclamada República Popular de Luhansk. As duas áreas foram invadidas em 2014 por “homenzinhos verdes”, soldados russos sem uniforme oficial, para espalhar o caos. Nos conflitos que se seguiram até o cessar-fogo, 14 mil pessoas morreram. Ambos não têm credibilidade nenhuma. Foram escolhidos pelo presidente russo para figurar no roteiro em que a Rússia aparece como vítima e não como a agressora que é. Em um ato coreografado no Kremlin, os dois se sentaram em mesas ao lado de Putin e assinaram os documentos em que o presidente russo reconhecia suas regiões como estados soberanos.

A invasão desta quinta, 24, é o ápice de um drama encenado ao longo de vários meses, que incluiu a movimentação de mais de 150 mil soldados, o deslocamento de hospitais de campanha e de bancos de sangue para a fronteira com a Ucrânia. Em paralelo, desde meados do ano passado, Putin tem construído uma narrativa histórica para negar o direito do país vizinho de ser um país soberano, separado da Rússia. Na segunda, 21, o presidente fez um discurso na televisão em que culpava o fundador da União Soviética, Vladimir Lênin, pela independência da Ucrânia. “Como resultado da política bolchevique, emergiu a Ucrânia soviética, que ainda hoje pode, com razão, ser chamada de Ucrânia de Vladimir Lênin. Ele é seu grande arquiteto, e isso é totalmente comprovado por documentos, incluindo um decreto de Lênin de Donbas, que foi adicionado à Ucrânia”, disse Putin. “Agora, descendentes agradecidos têm demolido monumentos e estátuas dedicados a Lênin na Ucrânia. Isso é o que eles chamam de descomunização. Vocês querem descomunização? Bem, estamos bastante felizes com isso. Mas não parem na metade do caminho. Nós estamos prontos para mostrar a vocês o que de verdade significa descomunização para a Ucrânia.”

Putin inventou uma história em que não reconhece independência da Ucrânia
Para Putin, a Ucrânia pertence à Rússia. Segundo sua versão dos fatos, divulgada em suas falas e em seu artigo de 88 parágrafos no site do Kremlin, a Ucrânia sempre foi dos russos. “Desde tempos imemoriais, as pessoas que viviam no sudoeste do que historicamente tem sido a Rússia chamavam a si mesmas de russas e de cristãos ortodoxos”, disse Putin em seu discurso.

A Ucrânia moderna teria sido criada, segundo Putin, pelos bolcheviques após a revolução de 1917. Depois da guerra civil que se seguiu, a Ucrânia foi um dos membros fundadores da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a URSS. Porém, Lênin teria cometido um erro grave ao assimilar o país como uma república, assim como as demais, e incluir uma cláusula na Constituição da URSS dizendo que elas poderiam decidir se separar no futuro.Ao fazer isso, os autores plantaram na fundação do nosso estado uma perigosa bomba-relógio”, escreveu Putin, em seu artigo do ano passado. A explosão teria ocorrido com o fim da União Soviética, em 1991, quando a Ucrânia ficou independente. “O povo se viu no exterior da noite para o dia, expelido de sua pátria histórica”, escreveu.

A realidade, naturalmente, é outra. “Putin está tentando refazer a história da Ucrânia. O que ele fez é como se o presidente brasileiro escrevesse os livros que deveriam ser ensinados nas escolas paraguaias”, diz o advogado paranaense Vitorio Sorotiuk, presidente da Representação Central Ucraniano-Brasileira. Vários povos habitaram o território da atual Ucrânia desde 5 mil anos antes de Cristo. Durante a maior parte desse tempo, Moscou não passou de um banhado. O fim do império russo, em 1917, levou à constituição da Rada Central Ucraniana, um estado independente, que depois foi reconhecido como tal pelos bolcheviques. O país teve sua cultura, religião e idioma respeitados, mas padeceu sob o chicote do comunismo. Em 1930, Stalin obrigou a coletivização forçada das fazendas e promoveu um genocídio de milhões de agricultores. Expurgos eliminaram quase toda a intelectualidade. Com o fim da União Soviética, os ucranianos aproveitaram a oportunidade para ganhar a liberdade. Em um referendo em dezembro de 1991, cerca de 90% deles votaram pela independência. A separação ganhou em todas as províncias, até mesmo na península da Crimeia, ocupada pela Rússia em 2014. Hoje, o sentimento contra Moscou persiste. Nesta semana, antes da invasão, uma pesquisa apontou que 65% dos ucranianos defendem que o país entre para a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, aliança militar de defesa do ocidente criada justamente para conter a Rússia. Eles querem ir na contramão de Putin.

No início deste ano, o presidente russo conseguiu que seu ressentimento contra a Otan fosse compartilhado oportunisticamente pela China. Após um encontro em Pequim com o ditador chinês Xi Jinping, no início de fevereiro, os dois publicaram uma declaração conjunta em que se opunham a uma expansão da Otan e pediam que a aliança abandonasse “suas abordagens ideologizadas da Guerra Fria”. Para a Rússia, que tem um PIB menor que o do Brasil, obter o apoio da China, com uma economia dez vezes maior, foi uma conquista relevante. Após a invasão da Ucrânia, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hua Chunying, esquivou-se de onze perguntas de jornalistas, que queriam saber se a China condenaria a Rússia. “Por que vocês estão obcecados com essa pergunta? Vocês poderiam questionar o lado americano. Eles continuam alimentando o incêndio… Vocês podem perguntar se eles têm algum plano para apagar o fogo“, disse Hua.

Hua também disse que a China vai começar a importar trigo da Rússia, o que deve ajudar o Kremlin a amortecer as sanções econômicas do Ocidente. Os dois países também assinaram um acordo para o fornecimento de gás natural da Rússia para a China. “Ao adquirir mais produtos russos, os chineses podem dar a Putin a tranquilidade necessária para navegar o mar de sanções que sofrerá em razão das ações na Ucrânia”, diz Marcus Vinicius Freitas, professor visitante da China Foreign Affairs University.

Os dois países ecoam o mesmo discurso em que promovem a ideia de um mundo multipolar, não mais dominado pelos Estados Unidos, e têm se sentido fortalecidos nos últimos anos. Primeiro, seus representantes assistiram ao ex-presidente americano Donald Trump criticar a Otan e ameaçar cortar seu financiamento. Em seguida, viram o atual mandatário, Joe Biden, ordenando uma desastrada retirada de tropas americanas do Afeganistão, que ficou nas mãos do grupo terrorista Talibã. No limite, a aliança entre Pequim e Moscou, o enfraquecimento da hegemonia americana e a invasão da Ucrânia seriam o marco de um novo equilíbrio mundial, em que a Rússia integraria o mesmo bloco da China, como um parceiro minoritário. Só faltaria nesse plano Pequim ocupar Taiwan. No outro bloco, estariam basicamente os Estados Unidos e a Europa.

Reprodução/TwitterReprodução/TwitterO presidente Zelensky comparou ação russa às invasões nazistas
Como, de 2014, ano da invasão da península da Crimeia, até agora, as sanções econômicas não foram suficientes para acalmar Putin, o Ocidente procura dobrar a pressão. O presidente Joe Biden anunciou medidas para causar danos à economia russa e prejudicar o financiamento da guerra. Americanos e europeus impedirão que a Rússia levante empréstimos para financiar sua dívida soberana. Os aliados ocidentais também não permitirão que a Rússia faça negócios em dólares, euros, libras e ienes na economia global. Haverá um esforço conjunto para reduzir a capacidade da Rússia de competir na economia de alta tecnologia do século XXI. As importações russas nessa área deverão cair para a metade. Vários bancos e oligarcas russos terão seus ativos congelados. “Eles compartilham dos ganhos das políticas corruptas do Kremlin e devem também compartilhar suas dores“, disse Biden. Na terça, 22, o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, suspendeu a certificação do gasoduto Nord Stream 2, que levaria gás russo para a Europa sem passar pela Ucrânia.

O passo seguinte poderá ser excluir a Rússia do Swift, o sistema de comunicação interbancária que permite transferências entre 11 mil instituições financeiras ao redor do mundo. A medida dificultaria bastante que a Rússia recebesse pagamentos por suas exportações. A ação foi solicitada pela Ucrânia e pelo Reino Unido, mas não foi anunciada por Biden. “As sanções que estamos propondo terão mais consequências do que tirar a Rússia do Swift. Além disso, essa sempre será uma opção, mas essa não é a posição de todos os nossos aliados“, disse o presidente americano.

Ocorre que, com a guerra instalada e as sanções demorando para fazer efeito, o bloco do Ocidente fica em desvantagem. A Otan só poderia entrar para valer na briga caso um de seus membros fosse atacado, o que não é o caso da Ucrânia. Sem isso, pode apenas enviar armas e treinar os militares ucranianos. Putin ainda ameaçou, em uma nota oficial, usar armas nucleares estratégicas produzidas para atingir alvos específicos. “A minha impressão é que a Ucrânia será colocada de joelhos e os países ocidentais terão de recuar. Putin traçou uma linha vermelha, e muito dificilmente os russos recuam quando fazem isso”, diz o cientista político Marcelo Suano, professor de relações internacionais do Ibmec em São Paulo.

Se o Ocidente perder a Ucrânia para um autocrata movido por um nacionalismo anacrônico e o sentimento de vingança pelo fim do império soviético será difícil alcançar a mínima autoridade para impedir futuras invasões de território por ditadores. Mais do que isso: a guerra de Putin configura um golpe para as democracias, como bem frisou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. “Este ato de agressão impiedosa é um ataque não apenas à Ucrânia, é um ataque à democracia e à liberdade na Europa Oriental e em todo o mundo. Esta crise é sobre o direito de um povo europeu soberano e independente de escolher o seu próprio futuro“, disse Johnson. Depois que conquistou sua independência da União Soviética, em 1991, a Ucrânia se desfez de seu arsenal nuclear, o terceiro maior do mundo, em troca da independência. Eleições têm ocorrido sob a supervisão de observadores internacionais. Seis presidentes já foram eleitos democraticamente. A Ucrânia está mais bem colocada que o Brasil no ranking de liberdade de imprensa. A liberdade de associação é respeitada, e o país conta com 44 organizações em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente. Pessoas LGBT podem realizar manifestações livremente, algo que na Rússia seria punido com prisão. São conquistas que agora podem estar ameaçadas. Na semana passada, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU em Genebra, Bathsheba Crocker, enviou à organização uma carta dizendo que havia informações confiáveis sobre como Moscou tem pronta uma lista de jornalistas, defensores dos direitos humanos e dissidentes, que seriam torturados, assassinados ou enviados para campos de prisioneiros após uma ocupação militar. Entregar a Ucrânia para Putin será renunciar aos valores mais caros do Ocidente.

Já é assinante?

Continue sua leitura!

E aproveite o melhor do jornalismo investigativo.

O maior e mais influente site de política do Brasil. Venha para o Jornalismo independente!

Assine a Crusoé

CONFIRA O QUE VOCÊ GANHA ASSINANDO O COMBO

  • 1 ano de acesso à CRUSOÉ com a Edição da Semana: reportagens investigativas aprofundadas, publicadas às sextas-feiras, e Diário, com atualizações de segunda a domingo
  • 1 ano de acesso a O ANTAGONISTA+: a eletrizante cobertura política 24 horas por dia do site MAIS conteúdos exclusivos e SEM PUBLICIDADE
  • Artigos Exclusivos de Diogo Mainardi, Mario Sabino, Ruy Goiaba, Carlos Fernando Lima e equipe
  • Newsletters Exclusivas

Os comentários não representam a opinião do site. A responsabilidade é do autor da mensagem. Em respeito a todos os leitores, não são publicados comentários que contenham palavras ou conteúdos ofensivos.

500
  1. Parecia q tudo terminaria a favor de Putin, ditador sanguinário, mas aos poucos estamos vendo q a Ucrânia resiste e a Rússia está ficando isolada. Q ele seja julgado por td mal q já fez e seja preso. Vai ser um exemplo pra Lula e JB q no fundo apoiam o ditador. Moro22

  2. Putin quer livrar a própria pele , todo mundo sabe que faz parte de uma organização criminosa que comanda a Rússia, ele é apenas um dessa organização.

  3. Pura vinganca deste aloprado do Putin invadir uma nacao por interesses ditos geopoliticos leta-ae poder, impondo a inocentes criancas e velhos tantos sofrimentos e mortes numa demonstracao de total descompromisso e respeito pelo ser humano e por serem na maioria de origem russa, um verdadeiro genocidio. Totalmente inconsequente inclusive com riscos de um conflito mundial. Deus tenha misericordia de todos os atingidos.

  4. O medo do Putin é que os russos descubram o quanto é bom ter liberdade. Alguém já viu refugiados querendo ir pra Rússia? Tremenda covardia desse lunático ...

  5. Uma das várias sanções - os bancos russos alijados do sistema Swift - , bem demonstra o qtº a união da OTAN e EUA ganhou novos contornos como há décadas não era visto , E não estava no cálculo do esquisofrênico putin , Ameaçar a Finlândia e Suíça foi mais um impulso dado à OTAN . A surpreendente reação da Ucrânia através de seu presidente também não era esperado pela Rússia que se verá em papos de aranha se a atual guerra se transformar em guerrilha !

  6. Ótima análise. Há que se relevar que o soft power americano expandindo a OTAN para o leste é algo real, mas a Ucrânia não merecia pagar por isso. Tudo indica que é falso que ela entraria para a OTAN.

    1. Que soft power? Os EUA não incluem ninguém na Otan, nem mesmo a própria Otan faz isso. A entrada na Otan é feita por solicitação da nação interessada, lógico. Se houve alguma falha nisso tudo foi a demora de incluirem a Ucrânia, que já tinha solicitado a entrada na organização.

  7. Muito conteudo ideológico e pouca análise política. Textos desse nível temos de montão na Globonews e CNN. Esperava algo melhor na Crusoé.

    1. concordo plenamente. Muito mais opinião distorcida nesse texto que abordagem fática coerente. Lamentável.

    2. Precisa é fazer uma análise psicológica da turma envolvida nessa tragédia. Putin é um megalômano corrupto que até há pouco contava com a complacência de seus pares europeus, igualmente corruptos. Não há nada de ideológico ou político nessa nojeira assassina, apenas interesses pessoais de alguns. O povo que se ferre. No Brasil não é diferente.

  8. Testo muito esclarecedor. Putin tem medo da liberdade na Ucrânia.. um país tão próximo q se desenvolve dentro desses moldes vai deixar gritante a vida miserável dos russos sob o domínio de Putin. E não me refiro somente à situação financeira... Putin devia ser deposto pelos próprios russos...

  9. O grupo dirigente do PC da Rússia atual entende que a dissolução da URSS,foi má para o Povo.A prosperidade prometida por Gorbachev e Yeltzin,não gerou o mesmo conforto e riqueza do Ocidente,e nem recuperou a importância/respeito (medo?) da Rússia.A URSS está sendo remontada, pela força e pela memória “do progresso comunista”, do Sputnik, Gagarin,etc e pela imagem de um povo guerreiro e com seus valores e costumes, “muito melhores que os do Ocidente”.A morte e a destruição é que não se justifica

    1. A elite russa - dirigentes do PC, alto escalão militar, empresários, mafiosos, etc. - estão se lixando para o povo. Certamente o Putin deve ter muita raiva da época do Yeltsin, mas o cara é um louco egocêntrico que adora os prazeres e luxos do ocidente. Que tal um iate de US$ 125 milhões? Claro que não está no nome dele como o sítio de Atibaia, com seus pedalinhos, não estava em nome do Lula. Por que ele faz isso? Deve ser um doente.

  10. Deveria haver uma POLÍCIA PLANETÁRIA AUTÔNOMA com legislacao própria (uma combinação de SWAT, MOSSAD, PF, BOPE, CIA, INTERPOL, FBI, SCOTLAND YARD e algumas outras) para remover cirúrgicamente esses vermes psicopatas genocidas e ladrões de tudo, que ascendem ao poder, já que não são um problema dos países, são um problema de empecilho para a viabilização da ESPÉCIE HUMANA CIVILIZADA E EVOLUÍDA. Acontecerá um dia. Viva a GLOBALIZAÇÃO.

    1. Um aloprado com ganância desmedida e sanguinário, não vai parar por livre escolha

  11. A vontade da OTAN para sobreviver vai ser medida pela quantidade de tropas a serem mobilizadas para os países q aderiram à organização em 91, como a Romênia por exemplo. Se nada acontecer, Putin ficará confortável para continuar expandindo o domínio russo. A Ucrânia descrita nos últimos parágrafos da matéria, já era.

  12. Se a OTAN “partir para o pau” , alguém vai apertar os botões das armas nucleares, acabando de vez com a Humanidade! Acredito firmemente que o Putin, o Xi e o Biden conversaram e acertaram até onde cada um podia ir. O resto é cena para as televisões e para os seus eleitores!

  13. Se a OTAN não partir para o pau, ajudando a Ucrânia, pode rasgar seu estatuto e finalizar suas atividades. Os EUA, tb, estão afinando. Parte logo para o confronto. Se deixar, o Putin vai tomar todas as repúblicas ex URSS E grande parte da Europa

  14. Há muito bla bla bla em torno dessa guerra. O certo é que a Rússia não quer a OTAN cheia de mísseis na sua fronteira. Do mesmo modo, os EUA fizeram o bloqueio a Cuba nos idos de 1960. Lembram-se?

    1. O problema foi resolvido sem invasão armada. A Urss retirou os mísseis, lembra?

  15. Este negócio de sanções e conversa pra BOI dormir o Putinho só conhece a linguagem da BALA Isto lembra muito o início da 2a GUERRA , Há deixa o Hittler invadir alguns países depois ele para, vê noque deu , se pensam que vai ficar nisto ainda tem muitos países para o PUtinho invadir matar gente antes de acabar com ele , e estes porras de líderes de tudo quanto é SIGLA deixaram a Ucrânia sozinha Laercio Teixeira

  16. A agressão russa extrapolou as fronteiras da Ucrânia e ameaça o todo o planeta. É hora de se dissolver a Otan e se montar uma nova Aliança incluindo nações que hoje não fazem parte da Otan. Antes que seja tarde.

  17. Bolsonaro vai prestar solidariedade aos russos emprestando_quando saírem da oficina para corrigir a emissão de fumaça preta, 10 tanques Osório, modelo 1980. Esses tanques possuem um inteligente diferencial: uma marcha à frente e 6 à ré, para o caso de a munição bater fofo, ou se o canhão estiver empenado. 🇧🇷🇧🇷🇧🇷

  18. na época, o mundo quase foi a guerra nuclear porque a Rucia na época URSS queria estabelecer bases militares em Cuba. não pode porque fica próximo dos EUA. Agora é os EUA (OTAN) que querem colocar bases militares ao lado da Rucia!!!! Agora pode?

    1. Quase foi à guerra, mas não foi. A questao foi resolvida entre os líderes de URSS e EUA (Khrushchov e Kennedy). Lembra disso?

  19. A revista deve esquecer um pouco o bolsonaro. estava lendo a matéria para entender o q se passa. Mas sem qualquer relacao causa/efeito cita o Bolsonaro. Já parei de ler, porque o q estiver escrito terá viés político nacional. Se Bolsonaro for a favor da Ucrânia o matéria vai ser proRussia. se o Bolsonaro for a favor da Rússia a matéria vai ser pro Ucrânia. E a informação concreta sobre o q está acontecendo nada.

    1. Bolsonaro além de incompetente eh azarado ! Tivemos a maior pandemia da história , que ele chamou de “ gripezinha “ que já matou quase 700 mil . Agora visita Putin uma semana antes deste nazista invadir a Ucrania . E ainda lambe o saco dele , tendo que fazer teste PCR e ficar três horas isolado para bater uma foto junto !!! O Brasil se tornou um pária no mundo ocidental . Fora Bolsonaro !!!!!

    2. Logicamente a Crusoé tinha que citar Bolsonaro ou, num contexto como o atual, essa visita inoportuna e, ainda por cima "prestando solidariedade" aos russos não teria importância alguma? Por que os bolsonaristas têm tanta remela nos olhos, para dizer o mínimo? Ele sempre escolhe a direção errada para poder se destacar. De fato, se destaca pela colossal burrice. Isso é mais que burrice, é doença mental também.

    3. Era impossível não citar o Bolsonaro. Foi incauto e burro ao fazer a visita à Rússia e prestar solidariedade aos russos. Um vexame internacional!

  20. a Russia imperialista está de volta ... hoje a Ucrânia depois Lituânia Letônia e Estônia .. tudo com apoio da China a esmagar economicamente o mundo que participa do BRICS com Brasil e Índia como fica isto? ontem Cuba Venezuela Nicarágua agora Argentina e Chile já no caos a bola da vez é o Brasil a caminho sob controle da quadrilha ladra assassina petralha com cumplicidade do Supremo Chqueiro Federal ditadores e algozes do novo .. felizes nós idosos que podemos morrer? talvez ...

    1. retificando ... Putin é russo tradicional quem é judeu é Zhekensky presidente da Ucrânia ... os milhares de judeus ucranianos serão assassinados? não duvidemos.

    2. ... a invasão só se deu pela covardia americana pois liderado por um frouxo covarde como são os democratas abandonando um aliado à própria sorte depois de instigá-los a resistir manchando os EUA claramente acovardado por medo da China da Rússia que podem usar Coreia do Norte contra eles ... dias duros virão e os brasileiros estão a caminho se não usarem bem as urnas ... seremos um pais livre ou capacho como quer a quadrilha em clara e óbvia guerra contra a nação ... e não há terceira opção.

  21. Não parece realidade! Que Deus ilumine e de discernimento aos outros líderes mundiais, q aparentemente não servem para líderes coisa nenhuma, para que consigam conter esse monstro que é o Putin! E que Deus proteja e Dê forças aos ucranianos para q sejam vitoriosos nessa guerra covarde.

    1. a Polonia cristã e católica foi invadida pela Alemanha nazista em 1939 e iniciou a II Guerra com Rússia fazendo com nazistas acordo de não agressão que cumpriram 3 anos e invadindo a mesma Rússia começou a perder a guerra ... a história se repete na tragédia teremos milhões mortos por Rússia que antes matou 20 milhões de pessoas inclusive ucranianos de fome e nos gulags da Sibéria ... 6 milhões de judeus filhos diletos de Deus foram cruelmente assassinados ... mas Putin é judeu e poucos sabem.

  22. Um pesadelo. E tudo por vingança e ganância. Putin deveria pensar primeiro nos 11% de sua própria população que está abaixo da linha de pobreza.

  23. O uso de narrativas inveridicas usadas por putin sao usadas pelos petralhas e pelo gado bolsonaristas.Estou errado? Moro 2022

  24. Pobres ucranianos no meio desse jogo de poder desse vilão de filme de 007. Que vergonha Lula e PT por sua notas tão covardes. Que sirva de lição para quem deseja votar em Lula, esse "democrata" que defende ditaduras.

  25. MEU LIVRO “O INROTULÁVEL”. Link de acesso: https://www.amazon.com.br/dp/B09HP2F1QS/ref=cm_sw_r_wa_awdo_PQSA5Z6AXXH2SX16NH87 ..............................................……… BOLSONARO e PUTIN: os EXEMPLOS EXECRÁVEIS que uma SOCIEDADE tão CORRUPTA é capaz de produzir! São DEGENERADOS MORAIS que IMPEDEM o MUNDO de AVANÇAR! Em 2022 SÉRGIO MORO “PRESIDENTE LAVA JATO PURO SANGUE!” Triunfaremos! Sir Claiton

  26. O pior de tudo é essa tendência para construir ditaduras que o mundo está vivendo. Com isso são enfraquecidas as nações que primam pela autodeterminação dos povos e cultivam as liberdades individuais. O ditador nutre insanamente o desejo de ampliar suas fronteiras. Nesse afã sempre encontrará uma desculpa para anexar países vizinhos na base da força militar. Isso é histórico e também o exemplo que fica. Será que o destino da humanidade é viver sob a tutela de ditadores?

  27. A escuridão opressora deste totalitarismo nuclear, cada vez mais, põe em risco a luz das liberdades democráticas. Que pífios são os líderes ocidentais em abandonar seus pares não homologados.

  28. Vejo o surgimento de um novo Hitler! Putin é um autocrata, um tirano sem limites. Todo mundo tem que pensar como ele. Envenena seus opositores, e por aí vai. Mentiroso e traiçoeiro. Tem inveja da Ucrânia por ser uma democracia! As sanções têm que ser mais robustas para parar esse monstro! 🙏😢

  29. E isso pode ser so o comeco, daqui a pouco a China invade Taiwan, Putin vai a Polonia, Hungria, instala misseis em Cuba e na Venezuela com financiamento chines...

    1. Se não me engano, ainda há mísseis em Cuba e já há na Venezuela. Infelizmente, é esperar para ver!

  30. Putin promove um golpe profundo no estômago do ocidente. Sempre a um passo a frente, humilha e choca a todos nós. Imaginem se Portugal resolver tomar de volta colônias como o Brasil? É certo isso?

  31. Um artigo bastante abrangente, Duda Teixeira. ... Com um pobre ativo geopolítico, vejo as ações e posicionamentos do Tirano Putin como frutos de mente doentia, sem se importar no que vai dar, importando somente mostrar aos que o cercam e ao mundo quem ele é: um psicopata. ... Aquela imagem dele em um imenso Salão com um monte de burocratas acima dos 50 a ouvi-lo, bem longe do mesmo, mostram a megalomania que nem Hitler chegou a tal ponte. O bigodinho conversava com seu Staff mais cara a cara.

    1. O Trump, apoiado pelo Putim, que enfraqueceu a OTAN e os EUA? Passará a história como o palhaço que desequilibrou o mundo político.

Mais notícias
Assine agora
TOPO