Agência Brasil

Substituição na Comissão de Mortos e Desaparecidos era tratada desde maio

01.08.19 10:35

A nomeação de novos integrantes na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos era tratada no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos desde o fim de maio, dois meses antes de o presidente Jair Bolsonaro criticar a sua credibilidade, conforme documentos da pasta a que Crusoé teve acesso.

Uma minuta do decreto de substituição dos integrantes e uma nota técnica sobre a mudança foram assinadas no dia 28 de maio por Lucas Teixeira Grillo, chefe de gabinete de ministra Damares Alves (foto).

Os documentos já previam a nomeação dos indicados no decreto publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 1º de agosto.

 

“Como sugestão de indicado para a vaga de membro da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados (…) apresenta-se o nome do deputado Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro (PSL/PR)”, diz a nota técnica assinada por Grillo. “Para a vaga de integrante do Ministério da Defesa (…), o sr. Vital Lima Santos, assessor do chefe de Gabinete do Ministro da Defesa; para uma vaga destinada à sociedade civil, de livre escolha, o sr. Weslei Antônio Maretti, coronel militar reformado”.

No parágrafo seguinte do documento, “indica-se o nome do sr. Marco Vinicius Pereira de Carvalho, assessor especial da Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, por indicação desta, em substituição à atual presidente, a sra. Eugênia  Augusta Gonzaga Fávero”.

A única mudança na minuta do decreto preparado no dia 28 de maio foi que ele incluía entre os possíveis nomeados o procurador-chefe do Ministério Público Federal em Goiás, Ailton Benedito de Souza, também citado na nota técnica.

Naquele mês, a escolha de Benedito havia sido criticada pela subprocuradora-geral da República Deborah Duprat, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. O procurador não está na lista de novos integrantes publicada hoje.

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  1. Por qual razão essa certidão de óbito só foi emitida em julho deste ano hein? As demais certidões de outros desaparecidos levaram o mesmo tempo? E elas são de igual teor? Tão estranho ... 🤔

    1. Concordo! Já chega de revirar o passado! Bola pra frente! Mesmo porque a maioria dos envolvidos já morreu e não está mais aqui pra esclarecer nada.

  2. Demora, dá trabalho, mas é vital para restaurar a história e poupar milhões para o Erário, revendo uma a uma as indenizações chamadas de bolsa-ditadura. Cabe buscar na Justiça a reparação para a história e para o Erário destes bilhões sacados em nome de uma narrativa, de uma ideologia, quando na prática, as tais vítimas da ditadura, como disse Nelson Rodrigues, estavam fazendo investimento.

  3. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) foi criada em 1995 pelo presidente FHC , se em 24 anos de existência , não esclareceu o que aconteceu no regime civil-militar , não vai esclarecer mais , deve ser fechada . 🇧🇷

    1. Mesmo porque já dura mais do que o próprio período militar.

  4. Esta na hora de acabar com essas comissoes inuteis. Vamos utilizar os recursos publicos de maneira mais produtiva. Nao se consegue andar para frente olhando para tras.

    1. Huuuuuummmmm!!!! Prato cheio pra ela. Vai ter um frisson!!!!

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